Brasil, Índia e África do Sul encerram fórum com anúncio de desenvolvimento de satélites conjuntos

Camila Campanerut
Do UOL Notícias

Em Brasília

A 4ª Cúpula do Ibas (Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul) foi encerrada na noite desta quinta-feira (15) em cerimônia no Palácio do Itamaraty, em Brasília, com o compromisso de tripla parceria nas áreas político-econômicas, com destaque para o “projeto-símbolo” desta etapa entre os países: o desenvolvimento de satélites.

“Anunciamos hoje o desenvolvimento de dois satélites Ibas. O primeiro para estudos climáticos e o segundo para a observação da Terra. Beneficiarão os países do Ibas e outras nações amigas, com nossos avanços em matéria de agricultura, navegação, transporte aéreo e telecomunicações. Vão também reforçar o trabalho dos centros espaciais dos nossos três países. É o projeto-símbolo da nova etapa da nossa parceria”, explicou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O evento também resultou na assinatura de acordos em setores como ciência e tecnologia, inovação, telecomunicações e energia solar.

Ao fim do encontro, o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, elogiou a iniciativa do presidente brasileiro de proporcionar a expansão e o fortalecimento dos três países emergentes em condições de apoiar outras nações mais “vulneráveis”, com o Haiti. A ajuda humanitária ao país caribenho, por exemplo, será redobrada, com um aporte de US$ 2 milhões para a reconstrução após o terremoto do início do ano.

“Na área empresarial, são muitas as oportunidades. Prova disso é que nos últimos sete anos, nossas trocas quadruplicaram, atingindo US$ 12 bilhões em 2009”, afirmou Lula.

No âmbito político, os três países emergentes pretendem fazer da representatividade econômica um instrumento para ter poder de decisão em fóruns globais como o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

“A maioria das pessoas do mundo continua sendo inadequadamente representada nesses fóruns. Como países do Ibas, decidimos trabalhar juntos com outros países para impulsionar a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas para que sejam mais representativas, mais democráticas e representem melhor as necessidades dos pobres”, defendeu Singh.

Para o presidente brasileiro, o apoio de dois países reforça a campanha nacional em busca do “tão desejado” assento permanente no Conselho de Segurança.

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