Lula diz que aviões podem mudar desequilíbrio no comércio com a China

Maurício Savarese
Do UOL Notícias

Em São Paulo

Em uma cerimônia antecipada por conta do terremoto que matou centenas de pessoas na China, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (15) que o país ainda precisa incrementar seus produtos voltados a exportação para a nação mais populosa do mundo. De acordo com ele, a maioria dos produtos vendidos por brasileiros são agrícolas ou matéria-prima, sem valor agregado.

Em 2009, o país asiático se transformou no maior parceiro comercial do Brasil, ocupando o lugar dos Estados Unidos. Esse marco foi apresentado em maio do ano passado, mês em que a corrente de comércio sino-brasileira foi de US$ 3,2 bilhões, enquanto que a com os norte-americanos, combalidos pela crise econômica, foi de US$ 2,8 bilhões.

Lula afirmou ainda que desde o início de seu governo as trocas comerciais entre os países cresceram 780%.

“Para que a promessa do comercio Sul-Sul seja uma realidade, o Brasil precisa aumentar o valor agregado de suas vendas. O setor aeronáutico pode ajudar a tornar nossas trocas mais equilibradas”, afirmou Lula, em evento no Palácio do Itamaraty. “O empresariado brasileiro também tem o desafio de ser mais arrojado na conquista do consumidor chinês.”

A fabricante de aviões brasileira Embraer já faz negócios com empresas da China, que ainda tem regras rígidas para viagens de seus cidadãos – o que reduz o poder da aviação comercial na região. Em dezembro do ano passado, a Embraer fez um acordo de financiamento no país asiático no valor de mais de US$ 2 bilhões.

Na época, a empresa afirmou que o acordo visa criar oportunidades de compra de aeronaves na China e no exterior.

Agenda antecipada
O encontro com o líder chinês, Hu Jintao, foi antecipado por conta do tremor que matou mais de 600 pessoas no oeste do país. Nesta tarde, seria realizado apenas o encontro entre brasileiros, sul-africanos e indianos, mas a chancelaria se esforçou para que Hu retornasse à China ainda hoje.

A reunião com líderes dos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) seria realizada na sexta-feira. Bric é um conceito criado pelo banco Goldman Sachs para apontar economias emergentes que serão importantes no cenário global.

Lula e Hu também assinaram um plano de ação conjunta com metas em diferentes áreas até 2014. Para o brasileiro, a iniciativa “oferece um excelente roteiro para nosso futuro comum” e “permitirá uma melhor coordenação de nossa atuação global”.

O presidente brasileiro ainda estimulou os empresários do país a visitarem a Expo, uma feira de negócios global que neste ano será realizada em Xangai, entre 1º de maio e 31 de outubro.
 

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