Obama pede que americanos não se aterrorizem após ataque frustrado em Nova York

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Atualizada às 13h49

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse durante a reunião anual do conselho comercial do país nesta terça-feira (4) que “justiça será feita” quanto à tentativa de atentado em Times Square, um dos lugares mais movimentados de Nova York. Obama afirmou ainda que “centenas de vidas foram salvas” pela ação rápida de cidadãos comuns em parceria com as autoridades na noite de sábado (1°), em Nova York.

“Nós sabemos que o objetivo da tentativa de ataque como a do último fim de semana é forçar os americanos a viver com medo”, continuou Obama. "Como americanos e como uma nação, não vamos ser aterrorizados. Nós não vamos nos acovardar. Nós não seremos intimidados.”

Obama garantiu que o FBI e as demais autoridades têm todos os instrumentos que necessitam para esclarecer a situação, seja ela individual ou em grupo.

Obama fez seus comentários poucas horas depois da detenção de Faisal Shahzad, acusado pelo FBI (polícia federal dos EUA) de dirigir o carro-bomba em Times Square. O último atentado terrorista ocorrido em Nova York foi em 11 de Setembro de 2001, quando terroristas da Al Qaeda derrubaram as torres gêmeas do Wold Trade Center.

Shahzad, que tem cidadania americana, foi detido no aeroporto John F. Kennedy, em Nova York e aparentemente estava tentando fugir do país, com destino a Dubai, nos Emirados Árabes. Faisal tinha retornado aos EUA recentemente, após uma viagem de cinco meses ao Paquistão. Segundo as autoridades, o suspeito é casado e sua mulher mora no país asiático.

O paquistanês foi preso pelas autoridades norte-americanas acusado de “dirigir um carro-bomba em Times Square", segundo o FBI (polícia federal dos EUA).

Nesta terça-feira (4), agentes do FBI revistaram a casa de Shahzad, localizada em Bridgeport (Connecticut).

Segundo um dos investigadores do caso, Shahzad admitiu ter comprado o carro que usaria no ataque. O paquistanês contou ainda ter agido sozinho e negou qualquer vínculo com grupos radicais de seu país natal. "Ele alegou ter agido sozinho, mas estas afirmações precisam ser investigadas", afirmou o agente que falou sob anonimato.

As autoridades americanas começaram a procurar o suspeito depois que rastrearam o antigo proprietário do veículo Nissan preto, registrado anteriormente na cidade de Bridgeport (Connecticut), que tinha anunciado a caminhonete para venda em vários sites de revenda de carros. Segundo o antigo dono, o suspeito pagou o carro em dinheiro vivo e a venda foi tratada sem qualquer documentação formal, ao custo de cerca de U$ 2.000.

Os investigadores ainda não sabem explicar o motivo de o detonador não ter funcionado. O Nissan pegou fogo parcialmente, mas segundo especialistas o dispositivo parece ter sido bastante improvisado e obra de alguém com pouca experiência. A polícia informou, no entanto, que se a bomba tivesse explodido teria criado uma "significativa bola de fogo" capaz de matar várias pessoas.

Um vendedor de rua, veterano da guerra do Vietnã e agora transformado em herói nacional pela imprensa americana, percebeu a fumaça saindo do veículo e sentiu o cheiro de pólvora, antes de avisar a polícia.

*Com informações de agências internacionais

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