Pesquisa indica recuperação de trabalhistas e embola eleição britânica

Maurício Savarese
Do UOL Notícias

Em Londres

No dia em que lideranças do Partido Trabalhista pediram “voto tático” para evitar uma vitória dos conservadores por ampla margem, uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (4) indicou que os governistas, já dados como fora da disputa, ainda podem manter a maior bancada do Parlamento – condição necessária para indicar o próximo primeiro-ministro britânico.


De acordo com a sondagem YouGov, o apoio ao Partido Liberal-Democrata, que ameaçava tirar o segundo lugar dos trabalhistas nas eleições de quinta-feira (6), encolheu 4%, somando 24%, enquanto os trabalhistas avançaram 2%, para 30%. Mais cedo, o próprio premiê Gordon Brown sinalizou aos partidários do líder Nick Clegg que existe “uma maioria anticonservadora neste país”.

Esses números, se confirmados, poderiam dar no Parlamento de 650 cadeiras uma maioria simples aos trabalhistas sobre os rivais conservadores, que somam os mesmos 35% do voto geral, mas que seriam derrotados por conta do complexo sistema de sufrágio distrital do Reino Unido.

Pouco depois, outra pesquisa, que os trabalhistas costumam criticar, indicou estabilidade no pleito. A sondagem ComRes/ITV mostrou 37% de votos para os conservadores, 29% para os trabalhistas e 26% para os liberal-democratas. Um em cada quatro eleitores está indeciso, segundo a ComRes.

Desde o início da semana, líderes trabalhistas estão incentivando o voto tático em candidatos liberais-democratas em distritos onde eles têm mais chances de bater os oposicionistas. O partido espera ser retribuído onde tiver mais chance contra os conservadores.

Mais cedo, o ministro das Escolas, Ed Balls, e o representante do governo para o País de Gales, Peter Hain, deram uma mensagem clara aos eleitores, o que pode ter pesado na pesquisa: “Votem com a cabeça, não com o coração”.

Depois disso, brotaram listas de locais onde os trabalhistas poderiam votar nos liberais-democratas de Clegg, para barrar o conservador David Cameron. Nesta terça-feira, o próprio Brown mostrou simpatia à ideia.

A maior probabilidade, segundo as pesquisas, é de um Parlamento sem maioria clara –o movimento mais temido pelo mercado financeiro em um momento no qual a economia britânica dá os seus primeiros sinais de reativamento.

Cameron e Brown começaram no início desta noite a percorrer o país naquela que chamaram de “campanha sem pausa”. O conservador visitará vários pontos da região até a noite de quarta-feira. O trabalhista promete parar apenas na manhã de quinta-feira, dia da eleição.

 

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