EUA veem "ligações plausíveis" entre carro-bomba em NY e Talebã

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

Investigadores norte-americanos veem "ligações plausíveis" entre o suspeito de tentar um ataque com carro-bomba na Times Square e o grupo Talebã no Paquistão, mas uma conclusão final ainda deve ser feita, disse uma autoridade nos Estados Unidos nesta quarta-feira.

"O TTP é inteiramente plausível mas não estamos excluindo outros grupos", disse a autoridade, referindo-se à sigla para Tehrik-e-Taliban, célula do grupo no Paquistão.

"É importante desenvolver um quadro completo de inteligência antes de chegar a qualquer conclusão", disse.

Faisal Shahzad, de 30 anos, que nasceu no Paquistão e se tornou cidadão norte-americano no ano passado, é acusado de tentar matar e mutilar pessoas explodindo um carro-bomba no coração de Manhattan, Nova York, na noite do último sábado. Autoridades desativaram a bomba e ninguém ficou ferido.

Ontem, no primeiro dia de depoimento ao FBI, o suspeito confirmou que comprou um carro, instalou os explosivos e deixou o veículo estacionado em uma das mais movimentadas regiões nova-iorquinas.

De acordo com fontes ligadas à investigação, Shahzad disse ter recebido treino para uso de explosivos em um campo de terroristas no Waziristão, região paquistanesa onde o grupo Taleban opera com relativa liberdade.

Shahzad retornou do Paquistão em fevereiro e disse às autoridades que controlam as entradas nos Estados Unidos ter passado cinco meses visitando sua família, segundo o processo aberto em Nova York.

De acordo com a rede norte-americana CNN, os policiais chegaram a Shahzad depois de interrogar o antigo proprietário do Nissan Pathfinder usado no atentado frustado. Ele contou ter anunciado o carro na internet, e depois entregue o veículo sem documentação formal a um homem que pagou em dinheiro vivo. A partir das ligações telefônicas feitas entre o comprador e o antigo proprietário os investigadores chegaram a Shahzad, que foi detido na noite de segunda-feira enquanto tentava embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes.

Indiciado com cinco acusações relacionadas a terrorismo, ele poderá pegar prisão perpétua se condenado, a menos que negocie uma sentença menor em troca de cooperação.

*Com informações da Reuters e da CNN

 

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