Protestos deixam pelo menos três mortos na Grécia

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

Atualizado às 11h52

Pelo menos três pessoas (duas mulheres e um homem) morreram nesta quarta-feira (5) no incêndio de uma agência bancária que foi atacada com artefatos incendiários por manifestantes que participam dos protestos convocados contra a política de austeridade do governo da Grécia, segundo a polícia local.

O incêndio reteve um grupo de 24 pessoas em uma unidade de um banco, no centro de Atenas.

Veja onde acontecem os conflitos:

Segundo a polícia, os bombeiros entraram no prédio para socorrer as pessoas e acredita-se que o incêndio tenha sido provocado por um coquetel molotov.

O primeiro-ministro grego, George Papandreou, chamou as mortes de "assassinatos" e disse que os responsáveis pelas mortes serão procurados e levados à justiça. "Protesto é uma coisa e assassinato é outra bem diferente", disse no parlamento grego.

Dois prédios públicos, uma agência da receita e uma dependência da prefeitura de Atenas, foram incendiados com coqueteis molotov nesta quarta-feira, durante as manifestações contra o plano de austeridade do governo, informaram fontes da polícia e dos bombeiros à agência de notícias AFP.

O centro de Atenas está sendo palco de violentos confrontos entre as forças da ordem pública e manifestantes que participam do protesto contra o plano do governo para reduzir o gasto público e evitar a quebra do país mediterrâneo.

Os agentes antidistúrbios responderam com gás lacrimogêneo e bombas de barulho aos ataques com pedras e garrafas de grupos de encapuzados.

Em Tesalonica, norte do país, manifestantes e policiais se enfrentaram durante uma passeata de protesto.

A imprensa local informou que ocorrem confrontos em Salônica, onde 30 mil pessoas participam dos protestos, e nas localidades de Patras e de Ioanina.

  • Polícia grega lança gás lacrimogêneo contra manifestantes, em Atenas

Greve geral

A Grécia amanheceu nesta quarta-feira praticamente paralisada por uma greve geral, a terceira desde fevereiro, convocada pelos sindicatos para protestar contra o plano de austeridade imposto pelo governo socialista de Giorgos Papandreou em troca de uma ajuda financeira da União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Os transportes aéreos, marítimos e ferroviários estão parados, a maioria das escolas e administrações públicas estão fechadas.

Os bancos e as grandes empresas do setor público funcionam com poucos funcionários e os hospitais garantem apenas os serviços de emergência.

A greve inclui a imprensa, com os serviços jornalísticos de rádios, TVs e jornais interrompidos.

O transporte urbano de Atenas funcionou com horário restrito para permitir a chegada dos manifestantes aos locais dos protestos convocados pelos sindicatos no centro da cidade.

O FMI e os países do euro fizeram empréstimos por € 110 bilhões à Grécia para pagar sua elevada dívida, em troca que o país aplique severas medidas de economia, como a redução dos salários dos funcionários, o aumento dos impostos e uma flexibilização da legislação trabalhista, incluídos mais despedidos.

Até 2012, o governo grego se comprometeu a economizar € 30 bilhões do orçamento nacional com essas medidas de austeridade.

A legislação também prevê aumentos dos impostos sobre tabaco, álcool, produtos de luxo e gasolina, já efetivados desde terça-feira, assim como o aumento do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) a partir do dia 1º de julho de 21 para 23%.

* Com as agências internacionais

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