Duzentos anos depois da independência, Argentina é "nação Maradona"

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

  • EFE

    Técnico da Argentina, Diego Maradona, é a personalidade pública mais citada como "representante" dos argentinos

    Técnico da Argentina, Diego Maradona, é a personalidade pública mais citada como "representante" dos argentinos

Duzentos anos depois da revolução de maio de 1810, quando se iniciou a emancipação definitiva frente aos espanhóis, os argentinos olham para si mesmos como uma sociedade impulsiva, alegre, apaixonada por futebol e machista, muito machista. Ou seja, um povo que está mais para Diego Maradona do que para Cristina Kirchner.

Essas são as conclusões de uma pesquisa realizada pelo jornal "Clarín", em ocasião das comemorações do bicentenário do país, e publicada em sua versão online (veja aqui a íntegra, em espanhol).

O levantamento perguntou aos argentinos qual a personalidade pública que mais os representa, e o nome mais recorrente foi o do atual técnico da seleção, Diego Maradona – superando de longe os ícones clássicos como Carlos Gardel ou Juan Perón. O “pibe de oro” do futebol argentino foi citado por cerca de um em cada quatro entrevistados.

A lista continua com o cirurgião René Favarolo, seguido pelo escritor Jorge Luis Borges, e pelo jogador Lionel Messi. A presidente Cristina Fernández de Kirchner aparece em sexto lugar, lembrada por 6% dos entrevistados, e atrás do ídolo televisivo Marcelo Tinelli. Perón e Gardel ficaram em sétimo e oitavo lugar, respectivamente.

A mesma pesquisa apontou que a maioria dos argentinos acha que seus compatriotas são impulsivos (75%) e mentirosos (66%), mas alegres (70%) e solidários (63%). Apenas um em cada três entrevistados afirmou que os argentinos são “racionais”.

No campo da política, 90% dos argentinos afirmam que a democracia é a melhor forma de governo – um resultado 12 pontos percentuais acima do obtido em levantamento de 2002. A maioria dos entrevistados também considera que o Congresso Nacional é importante (75,8%) e que o Estado deveria intervir mais na economia (56%).

O levantamento confirma que, no futebol, os vizinhos se polarizam entre Boca (40%) e River (33%). Todos os outros times juntos têm 26% dos torcedores, e apenas um em cada cem argentinos não tem um time do coração.

A maioria dos entrevistados diz que ficaria na Argentina mesmo se tivesse a chance de deixar o país – segundo o "Clarín", apenas 20% abandonariam a Argentina. Em novembro de 2000, em meio à crise econômica, os argentinos dispostos a sair do país eram 43%. Embora convencidos a ficar, eles revelam certo pessimismo: 65% responderam que seus pais viveram melhor do que eles vivem hoje.

Os resultados do "Clarín" mostram ainda que os argentinos se reconhecem como uma sociedade machista. Quase 78% responderam que a Argentina é machista, em algum grau. Esse resultado pode ser visto ao lado de outras duas conclusões: 12% das mulheres responderam que ser infiel não é tão mal; uma porcentagem que dobra entre os homens. Ao mesmo tempo, 38% dos argentinos acreditam que para fazer sexo é preciso estar apaixonado; entre as argentinas, o número é de 60%.

*Com informações do jornal "Clarín"

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