Lugo promete manter ações ostensivas para combater guerrilheiros no norte do Paraguai

Renata Giraldi
Da Agência Brasil

Em Brasília

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, afirmou hoje (25) que será mantida a ofensiva para conter as ações do grupo guerrilheiro Exército do Povo Paraguaio (EPP). O grupo é acusado de envolvimento com o narcotráfico, sequestro, roubos e assassinatos. Segundo Lugo, ao decretar um mês de estado de exceção no Norte do país, o governo mostrou que está presente e ativo. Ontem (24), ele suspendeu a medida. As informações são da Presidência da República do Paraguai.

“O Estado não vai recuar um pé em combate ao EPP. O EPP é o inimigo do povo, o objetivo [com o estado de exceção] foi cumprido porque o Estado, que antes era ausente [na Região Norte], agora está presente”, disse Lugo, ao visitar Concepción, a principal cidade da região que ficou um mês sob estado de exceção. “Nós vamos vencer, centímetro por centímetro, milha a milha, o EPP”, disse.

Lugo afirmou, ainda, que a Polícia Nacional vai manter uma série de operações na região, assim como o reforço militar na área. Por 30 dias, as cidades de Concepción, San Pedro, Amambay, Presidente Hayes e Alto Paraguai ficaram sob estado de exceção. Militares foram deslocados para a região, ampliou-se o sistema de segurança e houve toque de recolher.

“Nós não vamos abandonar os compatriotas do Norte”, disse o presidente. “Há muito a fazer e muito a corrigir no processo.” Inconformado com a suspensão do estado de exceção, o governador de Concepción, Emilio Pavon, pediu a manutenção dos militares e do reforço de segurança na região. Segundo ele, por meio dessa ação, houve a recuperação da “confiança do público em relação à gestão do Estado”.

O estado de exceção mobilizou 3,3 mil homens das Forças Armadas e mais 300 agentes da Polícia Nacional. Lugo optou pela medida depois do registro de uma série de ocorrências de violência na Região Norte do país. Houve o assassinato de um policial e três civis em uma das províncias. Em outra área, um senador foi atacado e dois funcionários foram mortos.

No começo do mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve com Lugo, na cidade de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. Lula anunciou que seriam implementadas medidas comuns para ampliar a segurança na região. Há suspeitas de que facções criminosas brasileiras atuem em parceria com o grupo guerrilheiro EPP.

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