Ex-ministro da Defesa e candidato verde polarizam eleição na Colômbia

Do UOL Notícias
Em São Paulo

  • AFP

    Antanas Mockus (à esq.), do Partido Verde, e Juan Manuel Santos, do Partido de La U

    Antanas Mockus (à esq.), do Partido Verde, e Juan Manuel Santos, do Partido de La U

Juan Manuel Santos, ex-ministro da Defesa, e Antanas Mockus, líder verde que freou o crime em Bogotá, polarizam as eleições presidenciais colombianas, que a partir do próximo domingo vão escolher o sucessor de Álvaro Uribe.

Uribe, o mais próximo aliado dos Estados Unidos na América Latina, deixará a presidência em agosto, após dois governos marcados pelo combate à guerrilha e pela retomada do investimento estrangeiro no país.

Raio-x da Colômbia

  • Nome oficial: República da Colômbia

  • Forma de governo: República

  • Capital: Bogotá

  • Divisão administrativa: 32 departamentos e 1 distrito

  • População: 43.677.372

  • Idioma: Espanhol

  • Grupos etnicos: Mestiços 58%, brancos 20%, mulatos 14%, negros 4%, cafuzos 3% e indígenas 1%

  • Religiões: Católicos Romanos 90% e outros 10%

  • Fonte: CIA Factbook 2009

Os resultados renderam alta popularidade a Uribe mesmo em final de mandato, e levou partidos governistas a cogitarem o terceiro mandato para Uribe, uma possibilidade que só foi descartada por uma decisão judicial em fevereiro. Com o presidente fora da corrida, ganhou força o nome de Juan Manuel Santos como candidato governista.

Membro de uma família tradicional, vinculada ao jornal El Tiempo, Santos trabalhou como jornalista e como representante da Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia antes de exercer cargos no governo.

Santos foi ministro do Comércio Exterior no governo de César Gaviria (1990-1994) e ministro das Finanças do presidente Andrés Pastrana (1998-2002), entre outros cargos de governo. Sua última e mais importante função foi a de ministro da Defesa, condição na qual liderou o ataque contra os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que libertou a então refém Ingrid Betancourt em 2008.

Com essas credenciais, Santos se tornou o candidato que prometia prosseguir com as conquistas do Uribismo. “Não mudemos de galinha para os três ovinhos: o ovinho da segurança, o ovinho dos investimentos e o ovinho da política social. Mantenhamos o mesmo rumo”, declarou o próprio presidente a uma rádio local esta semana, em referência a Santos.

Mas a bênção de Uribe parece insuficiente para garantir a vitória, como demonstrou o rápido crescimento da popularidade do líder do Partido Verde, Antanas Mockus, que passou de 9% para 38% nas intenções de voto entre março e abril, segundo a pesquisa Ipsos.

Matemático e filósofo filho de imigrantes lituanos, Mockus foi prefeito de Bogotá por duas vezes (1995-1997 e 2001-2003), e implementou na capital uma política de combate ao crime aliada a investimentos sociais que hoje é referência internacional.

Ao lado das conquistas em Bogotá, Mockus é lembrado por suas extravagâncias. Para educar os motoristas, colocou mímicos nas ruas, em iniciativa polêmica. Aliada a outras medidas, a ideia conseguiu reduzir o número de mortes em acidentes de trânsito.

Também como prefeito, defendeu a ordem de fechar os bares mais cedo pendurando uma cenoura no pescoço, em referência aos coelhos que supostamente não ficam na rua até tarde. Quando reitor de uma universidade, chegou a abaixar as calças para ser ouvido pelos estudantes.

Mas ganhou respeito ao rivalizar com o tradicional Santos nas pesquisas de intenção de voto, após conquistar milhares de seguidores nas redes sociais da internet e animar os eleitores mais jovens.

Segundo levantamento da consultoria Ipsos divulgado em 22 de maio, Santos tem 34% dos votos, tecnicamente empatado com 32% de Mockus, números próximos aos divulgados pela Gallup. Nenhum dos outros candidato chega a 10% nas pesquisas recentes.

Essa situação leva a disputa para o segundo turno, com possível vantagem do candidato verde. Para a Ipsos, Mockus conquistaria 45% e Santos ficaria com 40% na votação apenas entre os dois.

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