Parceiro de Lula no acordo iraniano, premiê turco visita o Brasil

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

  • Abedin Taherkenareh/ EFE

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad (centro), e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, se abraçam durante cerimônia de assinatura de acordo nuclear entre Brasil, Irã e Turquia (17.05.10)

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad (centro), e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, se abraçam durante cerimônia de assinatura de acordo nuclear entre Brasil, Irã e Turquia (17.05.10)

Um dos principais negociadores do acordo nuclear do Irã, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, desembarca nesta quarta-feira (26), em São Paulo, para passar três dias no Brasil. A visita de Erdogan ocorre exatamente no momento em que a comunidade internacional analisa o acordo e os norte-americanos pressionam o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) para a adoção de sanções contra o Irã.

Erdogan conversará com os turcos que vivem no Brasil, visitará a Embraer – fabricante brasileira de aeronaves – almoçará com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e jantará com empresários. Em seguida, ele viaja para Brasília e, na quinta-feira (27), tem uma série de compromissos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília.

O primeiro-ministro turco vem ao Brasil para participar do 3º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, que se realiza de 27 a 29 de maio, no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro. Em pauta, estará o tratamento discriminatório a muçulmanos e latino-americanos nos países desenvolvidos, além da busca por uma solução de paz que encerre o impasse entre palestinos e israelenses.

O assunto que deverá predominar nos debates, no entanto, é a negociação em torno do acordo sobre a troca do urânio do Irã. Na última semana, os Estados Unidos, a França, Inglaterra, China e Rússia – que integram os assentos permanentes do Conselho de Segurança da ONU – esboçaram uma nova série de sanções contra o Irã por causa de seu programa nuclear.

Em outubro de 2009, foi proposto, pela primeira vez, um acordo envolvendo a troca de urânio do Irã. A proposta contou com o apoio da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) e do Grupo de Viena (Estados Unidos, França e Rússia). Porém, o acordo não foi adiante.

No último dia 17, o Brasil e a Turquia intermediaram o fechamento de um novo acordo com bases semelhantes ao anterior. Pela proposta, o Irã enviará 1,2 mil quilos de urânio levemente enriquecido (a 3,5%) para a Turquia e, em troca, receberá o produto com grau maior de enriquecimento (20%).

Mesmo diante do acordo, os Estados Unidos reiteram que há suspeitas sobre a produção de armas atômicas por parte do Irã no programa nuclear desenvolvido no país. O governo do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad nega as acusações. O presidente Lula e Erdogan defendem a busca pelo diálogo antes da eventual adoção de sanções.

*Com informações da Agência Brasil

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