Fórum da ONU reúne lideranças mundiais no Rio para discutir a paz

Daniel Milazzo
Especial para o UOL Notícias

No Rio de Janeiro

Com o tema “Interligando Culturas, Construindo a Paz”, delegações de cem países se reúnem no Rio de Janeiro de hoje até o próximo sábado (29) para participar do 3º Fórum da Aliança de Civilizações das Nações Unidas. Além do secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-moon, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, têm presença confirmada os presidentes Evo Morales, da Bolívia, e Cristina Fernández de Kirchner, da Argentina. Também participam do encontro os primeiros-ministros José Sócrates, de Portugal, Recep Tayyip Erdogan, da Turquia e José Luis Rodríguez Zapatero, da Espanha.

O fórum pretende discutir o estreitamento entre sociedades de cultura e religiões diversas, o combate à intolerância e ao preconceito e a construção de uma paz duradoura. Os Estados Unidos, o mais recente país integrante da Aliança de Civilizações, terão representantes no encontro.

A primeira edição do fórum foi realizada em Madri, em 2008. A cidade turca de Istambul foi o palco da segunda edição, em 2009. Segundo o presidente Lula, a escolha do Rio de Janeiro para receber o encontro baseia-se no caráter diversificado da cidade. “Escolhi o Rio de Janeiro para receber o Fórum porque acredito que na cidade, assim como no resto do Brasil, as pessoas transformam suas diferenças culturais em um fator de enriquecimento. Não somos apenas um povo misturado, mas um povo que gosta de ser assim”, afirmou.

São esperados cerca de 3.500 participantes, entre líderes políticos, chanceleres, empresários, representantes de comunidades religiosas, ativistas sociais, grupos de jovens, jornalistas e escritores. As discussões do fórum se dividem em quatro pilares: educação, mídia, imigração e juventude.

Acordo nuclear em pauta
Há a expectativa de que o recente acordo nuclear firmado entre Brasil, Turquia e Irã volte a entrar em pauta. O acordo estabelece que o Irã envie 1.200 quilos de urânio à Turquia e, um ano depois, receba 120 quilos de urânio enriquecido para ser utilizado em reatores nucleares para fins médicos.

Ban Ki-moon elogiou a iniciativa. Porém, os Estados Unidos e demais membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (França, Reino Unido, Rússia e China) reagiram negativamente ao acordo e responderam com a proposta de novas sanções ao país persa.

Outro tema que não deve escapar aos líderes presentes no fórum é a crise entre as Coreias do Sul e do Norte. Seul havia imposto punições ao vizinho do Norte após acusá-lo da responsabilidade do ataque sofrido por uma de suas fragatas no mar Amarelo, em março, quando 46 marinheiros sul-coreanos morreram. Em resposta, o regime comunista de Pyongyang expulsou sul-coreanos de seu território, cortou relações comerciais e de comunicação e mobilizou tropas em uma zona desmilitarizada entre os dois países.

A comunidade internacional está preocupada com a tensão na região, temendo que se deflagre uma guerra. A Coreia do Norte possui bomba atômica. Embora o conflito entre as duas nações tenha terminado em 1953, no papel, os dois países ainda estão oficialmente em guerra. Mas, atualmente, os vizinhos são importantes parceiros econômicos.

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