Nova estratégia de segurança nacional dos EUA defende compromisso ou isolamento para o Irã e a Coreia do Norte

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

Irã e Coreia do Norte têm uma escolha clara: aceitar a oferta de compromisso com a comunidade internacional ou enfrentar um profundo isolamento por seus programas nucleares, destaca a nova estratégia de segurança nacional dos Estados Unidos.

"As duas nações têm uma opção clara", afirma um documento divulgado pela Casa Branca que pede à Coreia do Norte a eliminação das armas nucleares e ao Irã o cumprimento das obrigações internacionais a respeito do programa nuclear.

"Se ignorarem as obrigações internacionais, utilizaremos vários meios para aumentar seu isolamento e pressionar para que cumpram com as normas de não proliferação internacionais", completa o texto.

EUA abandonam expressão "guerra contra o terrorismo"

A nova estratégia de segurança nacional do presidente Barack Obama aponta a rede Al-Qaeda como o principal inimigo dos Estados Unidos e não faz mais referência à "guerra contra o terrorismo", segundo um documento divulgado pela Casa Branca nesta quinta-feira.

"Tentaremos deslegitmar o uso do terrorismo e isolar aqueles que o praticam", afirma o documento.

"Não é uma guerra mundial contra uma tática - o terrorismo - ou uma religião - o islã", completa o texto.

"Nós estamos em guerra com uma rede específica, Al-Qaeda, e os terroristas que a apoiam em seus esforços para atacar os Estados Unidos e nossos aliados", conclui a nota oficial.

Nova doutrina relaciona economia e diplomacia

A nova doutrina de segurança nacional  também determina a necessidade de somar engajamento diplomático e disciplina econômica com poder militar para impulsionar o lugar dos Estados Unidos no mundo.

A estratégia de Obama pede a expansão de parcerias além dos aliados tradicionais do país, para incluir novas potências como China e Índia para compartilhar as questões mundiais, de acordo com o documento.

Em meio a uma economia ainda frágil e déficits recordes, o governo também reconheceu que os Estados Unidos precisam lidar como prioridade nacional de segurança as tarefas de impulsionar o crescimento e colocar a situação fiscal em ordem.

"No centro de nossos esforços está o compromisso de renovar nossa economia", disse o documento.

O documento, requerido por lei de todos os presidentes, costuma reafirmar as posições atuais do país, mas é importante porque pode influenciar orçamentos e leis.

*Com as agências internacionais

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