Operação para tentar conter vazamento de óleo é temporariamente suspensa

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

A empresa British Petroleum (BP) anunciou nesta quinta-feira (27) que suspendeu temporariamente a operação que tenta conter o vazamento de óleo no Golfo do México. A BP negou que algo tenha dado errado com o procedimento, que tenta fechar o vazamento com uma mistura de cimento e lama. A empresa afirma que o intuito é avaliar os resultados até o momento, mas admite que o óleo ainda está vazando.

"Devo dizer que esta operação continua. Está sendo realizada de acordo com nosso plano e, provavelmente, continuará por ao menos 24 horas", disse o chefe de operações da BP, Doug Suttles, em coletiva de imprensa.

O incidente fez nesta quinta-feira sua maior vítima política até agora, com a renúncia do diretor de um departamento do governo que supervisionava a perfuração de poços petrolíferos em alto mar.

O governo já estima que esse é o maior vazamento de petróleo na história norte-americana, superando o acidente de 1989 com o navio Exxon Valdez no Alasca. O vazamento começou no último dia 20 de abril, quando uma plataforma de petróleo no local explodiu e afundou, matando 11 pessoas. Milhões de litros de óleo espalhados no mar ameaçam provocar graves prejuízos ambientais e econômicos na costa sul dos Estados Unidos.

Mais cedo o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, contestou as críticas de que teria demorado a reagir ao vazamento. Dizendo-se "irritado e frustrado" com o fracasso da BP em controlar a mancha de óleo, Obama prometeu cobrar a empresa de perto. "Caso vocês se perguntem quem é o responsável, eu assumo a responsabilidade", disse ele numa entrevista coletiva na Casa Branca. "É minha função assegurar que tudo está sendo feito para parar isso."

Obama anunciou também uma prorrogação de seis meses no veto a novas autorizações para a exploração de petróleo em alto mar no país, enquanto uma comissão oficial investiga as causas do acidente no Golfo.

O presidente se empenhou em responder àqueles que acham que ele demorou em reagir ao acidente --acusação semelhante à que corroeu a popularidade de seu antecessor George W. Bush após o furacão Katrina, em 2005.

Para Obama, os críticos "não conhecem os fatos." "Esta tem sido a nossa maior prioridade desde que a crise ocorreu", acrescentou o presidente, que teme as consequências do acidente para o seu Partido Democrata na eleição parlamentar de novembro.

Veja as imagens mais recentes da operação

*Com informações das agências internacionais

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