Guatemala decreta estado de calamidade após erupção de vulcão; três estão desaparecidos

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

O governo da Guatemala declarou na noite desta quinta-feira (27) estado de calamidade pública na zona central do país devido à erupção do vulcão Pacaya, situado 50 km ao sul da capital.

As autoridades do país confirmaram que pelo menos três crianças com idades entre 7 e 10 anos de idade, moradores de uma comunidade próxima à cratera do vulcão, estão desaparecidos em virtude da erupção.

Além das crianças, o corpo de um jornalista de um canal de televisão local foi encontrado pelos bombeiros na região próxima da erupção do vulcão. Aníbal Archila, de 32 anos, desaparecu durante a cobertura do incidente e foi atingido por uma rocha expelida pelo vulcão Pacaya.

O auxiliar técnico Byron Secaida, que acompanhava o repórter, conseguiu sair com vida do local e disse que o companheiro de trabalho desapareceu após ser atingido por uma rocha: "Ele foi atingido por uma rocha nas costas. Saí correndo para buscar ajuda, mas não o encontramos na volta", disse Secaida.

Segundo o secretário de Comunicação da Presidência, Ronaldo Robles, o estado de calamidade foi adotado para evitar acidentes como o do jornalista e permitir o trabalho das autoridades e das equipes de socorro na proteção dos habitantes, limitando as garantias constitucionais existentes no país.

De acordo com Ronaldo Robles, o estado de calamidade pública "permite às autoridades retirarem a população dos lugares de perigo, inclusive contra sua vontade, e os levem para lugares seguros", e também causa a suspensão das aulas nos centros educativos públicos e privados das regiões atingidas pela erupção.

"O presidente Álvaro Colom e seu gabinete de governo mantêm uma vigilância constante da atividade do vulcão Pacaya, assim como das constantes chuvas em todo o país, que também poderiam acarretar outras emergências", afirmou Robles.

País se mobiliza

Após a forte erupção do Pacaya, registrada por volta das 19h pelo horário local (22h em Brasília), o vulcão começou a lançar pequenas rochas, areia e cinzas, que chegaram a um raio de mais de cem quilômetros.

Por conta do perigo iminente, as autoridades ordenaram o fechamento do aeroporto internacional La Aurora, assim como o esvaziamento de pelo menos quatro localidades na região do vulcão.

A chuva de areia, que na capital guatemalteca alcançou mais de dez centímetros de espessura, provocou mais de 35 colisões de automóveis, e dezenas de motoristas sofreram lesões leves.

Alejandro Maldonado, diretor da Coordenadoria Nacional para a Redução de Desastres (Conred), disse em entrevista coletiva que "por enquanto" não há informações sobre mortes. Além disso, confirmou que 1.750 habitantes das localidades vizinhas ao vulcão foram retirados do local.

Mais de mil socorristas, soldados do exército e policiais foram destacados às localidades próximas ao Pacaya para apoiar o trabalho das equipes de busca.

Segundo a Conred, mais de 600 pessoas já foram transferidas aos albergues temporários instalados nas localidades próximas ao vulcão.

O vulcão Pacaya, situado a 50 quilômetros ao sul da capital, Cidade da Guatemala, no município de Palín, tem a cratera de 2.522 metros de altura acima do nível do mar. O vulcão registrou um total de 14 erupções desde 1961.

*Com informações das agências internacionais

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