Brasileira que estava detida já deixou Israel, diz Itamaraty

Do UOL Notícias

Em São Paulo

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    Cineasta brasileira Iara Lee, que foi presa em Israel após participar da Frotilha da Liberdade

    Cineasta brasileira Iara Lee, que foi presa em Israel após participar da Frotilha da Liberdade

O ministério das Relações Exteriores do Brasil informou na tarde desta quarta-feira (2) que Iara Lee, a cineasta brasileira que foi detida por israelenses durante uma operação militar contra uma frota humanitária, já deixou Israel.

"A brasileira Iara Lee acaba de partir de Tel-Aviv com destino a Istambul, em um dos três aviões que transportam os integrantes da Flotilha da Liberdade", anunciou o Itamaraty em nota oficial.

"Em Istambul, a brasileira receberá a assistência do Cônsul-Geral do Brasil naquela cidade, Michael Gepp", acrescentou o ministério.

De acordo com a BBC, um diplomata brasileiro que estava no aeroporto para dar assistência à cineasta disse que não conseguiu falar com ela, porque as autoridades israelenses não permitiram o contato.

Ainda não se sabe se Lee foi obrigada a assinar algum termo como condição para ser deportada - um procedimento que foi relatado por outros ativistas.

A decolagem aconteceu com mais de seis horas de atraso. Organizações locais pediam que o Supremo de Israel retivesse os ativistas que teriam enfrentado os soldados israelenses na tentativa de repelir a abordagem aos navios.

Duas horas antes da partida desses três aviões, outros quatro (três turcos e um grego) com os feridos no ataque já haviam deixado Israel. Com isso, foi concluída a transferência dos detidos na frota, iniciada por Israel devido à grande pressão internacional.

Relembre o caso

A brasileira estava a bordo de um dos navios que compunham a chamada "Flotilha da Liberdade", esquadra planejada por organizações não-governamentais com o objetivo de levar suprimentos de primeira necessidade à Faixa de Gaza, região na qual o intercâmbio de pessoas e mercadorias é restrito por um bloqueio imposto por Israel.

A tentativa de furar o bloqueio foi respondida por militares israelenses, que interceptaram a frota em águas internacionais e prenderam todos os presentes. Pelo menos nove pessoas morreram na invasão dos barcos, segundo governo israelense.

O caso ganhou repercussão internacional e as mortes foram criticadas por diversos governos. Dois dias depois do ataque, o Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou a criação de uma comissão independente para investigar supostas violações do direito internacional, e o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, pediu a suspensão imediata dos bloqueios a Gaza.

Em sua defesa, Israel argumenta que o bloqueio tem o objetivo de impedir a chegada de armas ao grupo Hamas, que o governo israelense qualifica como terrorista, e questiona os reais interesses da frota.

"Nosso dever é inspecionar todos os barcos que chegam. Se não o fizermos, Gaza se tornará um porto iraniano, o que seria uma ameaça real para o Mediterrâneo e a Europa", afirmou o premiê Binjamin Netanyahu.

"Não era um cruzeiro de amor, era um cruzeiro de ódio. Não era uma operação pacífica, era uma operação terrorista", acrescentou.

 

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