BP recebe ultimato de 72h para apresentar plano que freie vazamento

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O governo americano deu à companhia British Petroleum (BP) um ultimato de 72 horas para que apresente um plano detalhado sobre como deterá o vazamento no Golfo do México, diz uma carta oficial divulgada nesta quarta-feira (9).

"A BP deve apresentar seus planos relacionados a processos paralelos, contínuos e alternativos de recuperação de petróleo, incluindo um calendário, 72 horas depois da recepção deste comunicado", diz a carta, datada de terça-feira e enviada pelo contra-almirante da Guarda Costeira, James Watson, ao chefe de operações da BP, Doug Suttles.

Tragédia ambiental no golfo do México completa 50 dias

Uma das piores tragédias ambientais envolvendo petróleo na história, o vazamento da plataforma controlada pela BP (British Petroleum) no golfo do México chegou ao 50° dia ainda sem solução e com um saldo ainda incalculável dos estragos causados à natureza. De acordo com a estimativa oficial do governo norte-americano, o vazamento de óleo varia de 12 mil a 25 mil barris diários, volume que equivale a aproximadamente uma piscina olímpica de petróleo derramada no golfo do México por dia.

O governo também ordena a BP relatar as demandas apresentadas contra ela por pessoas ou empresas prejudicadas pelo vazamento do óleo.

O encarregado americano do controle de desastres, Thad Allen, pede à BP, no documento, "informação detalhada sobre esses processos, assim como os cálculos do pagamento de indenizações.

A medida foi tomada em meio a muitas críticas pela falta de informação sobre a quantidade de petróleo que está sendo recuperada e a que continua a fluir no oceano, gerando o que o governo declarou como o maior desastre ecológico da história dos Estados Unidos.

Poluição submarina

Cientistas afirmaram ontem que grandes faixas de petróleo não se integraram à maré negra que cobre a superfície de parte do golfo do México e se mantêm circulando no fundo do mar, uma situação que pode ser devastadora para o ecossistema submarino da região.

"Amostras de água retiradas da região e analisadas por especialistas mostraram extensas faixas de petróleo em profundidades entre 50 e 1.400 metros", disse à AFP o oceanógrafo Yonggang Liu, da Universidade do Sul da Flórida (USF, na sigla em inglês).

"Esse petróleo em águas profundas é invisível para os satélites", disse Liu, da Escola de Ciências Marinhas da USF, que integra uma equipe de especialistas de várias entidades especializadas que acompanham a circulação do vazamento na superfície e debaixo d'água.

O fato de se manter oculto não faz com que seja menos nocivo, ao contrário, já que torna quase impossível limpá-lo e combater seus efeitos, afirmaram especialistas.

"É uma questão de lógica ver que o ecossistema em águas profundas do Golfo vai ser afetado (...). O impacto pode ser muito grande em toda a cadeia alimentar, em espécies de peixes sensíveis e em pequenas criaturas do oceano", acrescentaram.

*Com agências internacionais

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