EUA se dizem abertos ao diálogo com o Irã; China pede implementação plena de sanções

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quarta-feira (9) que a nova rodada de sanções contra o Irã aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU envia uma "mensagem inequívoca" para o país por conta de seu programa nuclear.

"Reconhecemos os direitos do Irã, mas com esses direitos vêm responsabilidades", disse Obama após o conselho de 15 membros aprovar uma quarta rodada de sanções contra o Irã, por conta do programa nuclear da República Islâmica que o Ocidente suspeita ter o objetivo de desenvolver armas atômicas.

A Casa Branca emitiu um comunicado afirmando que os Estados Unidos continuam abertos ao diálogo com o Irã. "Os Estados Unidos continuam abertos ao diálogo, mas o Irã deve cumprir com suas obrigações e demonstrar claramente à comunidade internacional a natureza pacífica de suas atividades nucleares", afirmou o comunicado.

Ao mesmo tempo, o embaixador da China na ONU pediu a implementação plena da nova rodada de sanções contra o Irã, e exortou o país a cumprir as demandas internacionais sobre seu programa nuclear.

"A China pede a todos os membros da comunidade internacional para implementarem a resolução de forma abrangente e com boa-fé", disse o embaixador Li Baodong aos 15 membros permanentes e não-permanentes do Conselho de Segurança depois da aprovação da resolução com sanções contra o Irã.

As novas sanções contra o Irã aprovadas hoje pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas são um sinal a Teerã para que esclareça todas as dúvidas sobre seu programa nuclear, declarou o Ministério de Exteriores da Rússia.

"Este passo supõe um sinal determinado ao Irã de que os problemas relativos a seu programa nuclear precisam de solução", disse um porta-voz da Chancelaria russa à agência oficial "Itar-Tass" após a aprovação da nova rodada de sanções.

O Brasil, junto com a Turquia, foram os únicos dois votos contra a nova série de punições ao Irã, por considerar que essas medidas fortalecem os setores que não desejam o diálogo, segundo o discurso da embaixadora brasileira nesse organismo, Maria Luiza Ribeiro Viotti, em debates anteriores à votação e com texto distribuído pela chancelaria.

"Não vemos as sanções como um instrumento efetivo. Com toda a certeza, vão provocar o sofrimento do povo do Irã e favorecer os que não querem que o diálogo prevaleça", disse a embaixadora brasileira.

A Turquia afirmou, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, que teme que as novas sanções tornem mais difícil uma solução diplomática para o programa nuclear da República Islâmica.

“A Turquia está preocupada com o fato de a decisão do Conselho de Segurança (...) pode afetar os esforços diplomáticos e oportunidade para uma solução pacífica para o programa nuclear iraniano", disse o ministério através de um comunicado.

Outras opiniões

Assim como ele, o ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, também se manifestou a favor da decisão tomada pelos integrantes do Conselho de Segurança. Hague afirmou que considera “um passo significativo” as novas sanções impostas ao Irã.

Logo após o anúncio da aprovação das novas sanções, a França informou que "a porta do diálogo continua aberta" para o Irã, apesar da adoção da quarta série de sanções contra Teerã, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

"As sanções não vão pôr um ponto final ao assunto. Queríamos uma solução negociada, que respondesse às necessidades do Irã, mas tranquilizando a comunidade internacional", informou Bernard Valero em um comunicado.

O vice-premiê de Israel, Sylvan Shalom, acredita que as sanções aprovadas são “um passo importante na direção certa”.

Os 15 países do Conselho se reuniram em Nova York com mais de uma hora de atraso para votar a proposta de resolução, resultado de cinco meses de negociações entre Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha.

*Com informações de agências internacionais

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