Sanções ao Irã podem afetar comércio brasileiro, diz ministro

Renata Giraldi
Da Agência Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, admitiu hoje (9) que o Brasil pode sofrer prejuízos por ter votado contrariamente às sanções ao Irã no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Sem detalhar como isso pode ocorrer, Amorim acrescentou que o Brasil, apesar de ser voto vencido no organismo internacional, vai cumprir as resoluções definidas nesta quarta-feira.

“Acho que isso pode afetar o nosso comércio no sentido mais amplo. [Mas] o Brasil cumpre e vai cumprir as sanções da ONU [Organização das Nações Unidas]”, afirmou o chanceler, em sessão pública na Câmara dos Deputados.

Amorim lembrou ainda que as acusações de que o Irã não é o único país que descumpre as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Mas ele evitou mencionar outros que não cumprem as orientações do organismo. “Em matéria de não cumprir resoluções do Conselho de Segurança, certamente o Irã não é o único país”.

Ao ser perguntado sobre as razões que levam o Brasil a estreitar laços com o Irã, o chanceler reiterou a busca pela paz internacional e justificou que: “Se nós formos procurar o relacionamento apenas com aqueles que são nossa imagem e semelhança, não damos um passo à frente”.

Dos 15 países que integram o Conselho de Segurança das Nações Unidas, 12 votaram a favor das sanções, somente Brasil e Turquia foram contra, enquanto o Líbano se absteve. Para a grande parte da comunidade internacional, o programa nuclear iraniano é uma ameaça, pois esconderia a produção de armas atômicas.

As resoluções aprovadas hoje definem limitações ao Irã que afetarão os setores comerciais, militares, de empresas marítimas e de operações bancárias. Algumas medidas vão aumentar a fiscalização aos carregamentos de exportação destinados ao Irã, a suspensão da venda de armas pesadas para os iranianos e uma rigorosa inspeção nos navios – de origem iraniana.
 

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