Análise mostra que planos contra desastres de petrolíferas concorrentes são praticamente idênticos

Do UOL Notícias
Em São Paulo

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    As capas dos planos contra desastres das cinco petrolíferas se diferenciam apenas nas cores

    As capas dos planos contra desastres das cinco petrolíferas se diferenciam apenas nas cores

As cinco petrolíferas que atuam nos Estados Unidos –Exxon, Chevron, Conoco Phillips, Shell e BP— possuem planos de resposta a desastres ambientais ineficazes, obsoletos e praticamente idênticos, segundo o influente blog americano  “The Huffington Post”. A publicação destaca que a diferença entre os planos está nas cores usadas nas capas de cada um deles.

De acordo com o blog, todos os planos utilizam as mesmas palavras e repetem os mesmos erros. No plano da BP, assim como no de outras três companhias, o texto faz referência à proteção das morsas, que não vivem no golfo do México a três milhões de anos. Em outros dois planos, são dados o contato de um perito morto desde 2005.

Ontem, os presidentes das petrolíferas reconheceram perante ao Congresso que assim como a BP, elas não têm planos de emergência para lidar com um vazamento nas proporções do acidente atual do golfo do México.

O presidente da comissão de Energia e Comércio do Congresso afirmou que “esses planos são apenas exercícios em papel. A BP falhou miseravelmente e só podemos questionar se a Exxon e as outras companhias poderiam fazer melhor”.

Fundo

A BP aceitou hoje (16) pagar US$ 20 bilhões para formar um fundo independente para custear os estragos reivindicados pela população e empresários atingidos pelo vazamento de petróleo no golfo do México, de acordo com a Casa Branca. Trata-se do maior vazamento de óleo da história americana.

O fundo será supervisionado pelo advogado Kenneth Feinberg, que, no Departamento do Tesouro, teve a mesma função sobre o fundo de compensação para as vítimas dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Feinberg é conhecido como o "czar dos salários" nos Estados Unidos, já que foi nomeado pelo presidente Barack Obama para controlar os salários de executivos de empresas que receberam dinheiro do governo após a crise financeira internacional de 2008.

"E este fundo não será controlado pela BP. A fim de assegurar que todas as reivindicações legítimas sejam pagas de maneira justa e rapidamente, a conta deve ser e será administrada por terceiros independentes", afirmou Obama.

A empresa britânica já pagou 19 mil pedidos de indenização, somando um total de US$ 53 milhões.
 

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