Obama anuncia que BP aceita injetar US$ 20 bilhões em fundo para pagar prejuízos do vazamento

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

BP aceitou hoje (16) pagar US$ 20 bilhões para formar um fundo independente para custear os estragos reivindicados pela população e empresários atingidos pelo vazamento de petróleo no golfo do México, de acordo com o presidente Barack Obama. Trata-se do maior vazamento de óleo da história americana.

O fundo será supervisionado pelo advogado Kenneth Feinberg, que, no Departamento do Tesouro, teve a mesma função sobre o fundo de compensação para as vítimas dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Feinberg é conhecido como o "czar dos salários" nos Estados Unidos, já que foi nomeado pelo presidente Barack Obama para controlar os salários de executivos de empresas que receberam dinheiro do governo após a crise financeira internacional de 2008.

BP anuncia suspensão do pagamento de dividendos aos acionistas

O presidente da BP (British Petroleum), Carl-Henric Svanberg, afirmou, logo após o discurso do presidente americano, Barack Obama, que o conselho da empresa decidiu suspender os pagamentos de dividendos aos seus acionistas. E ele também emitiu um pedido de desculpas "ao povo americano em nome de todos os empregados da BP".

O presidente Obama disse ontem à noite em discurso que é obrigação da BP arcar com os custos dos prejuízos causados pelo vazamento. O presidente norte-americano chegou a dizer que a empresa britânica foi imprudente e, que por isso, terá de pagar pelos danos.

Obama também adiantou ontem o teor da conversa com o presidente da BP hoje. O presidente americano disse que exigir que a BP "reserve quaisquer recursos que sejam necessários para compensar os trabalhadores e os donos de empresas que tenham sido prejudicados como resultado da imprudência da empresa dele".

"E este fundo não será controlado pela BP. A fim de assegurar que todas as reivindicações legítimas sejam pagas de maneira justa e expedita, a conta deve ser e será administrada por terceiros independentes", afirmou Obama.

A empresa britânica já pagou 19 mil pedidos de indenização, somando um total de US$ 53 milhões.

Obama se reúne nesta quarta-feira com o presidente da BP, Carl-Henric Svanberg, na Casa Branca. O diretor executivo da petroleira, Tony Hayward, também participa no encontro.

Horas antes de a reunião começar, David Axelrod, assessor de Obama, disse que o governo americano usará de todos os recursos disponíveis para que a petroleira BP assuma o custo das operações de limpeza do vazamento. "Usaremos todos os recursos legais que estiverem a nossa disposição. Mas creio que (os dirigentes da BP) entendem a situação em que se encontram e entedem a pressão para cumprir com suas obrigações. Vamos nos assegurar que o façam", disse.

A reunião com executivos da BP, junto com a fala no Salão Oval e uma viagem no começo da semana à região atingida, se destina a mostrar que o presidente está ativamente envolvido na solução do problema, que pode se tornar o maior desafio político do seu mandato. Pesquisas indicam que a opinião pública acha que Obama está se mostrando afastado e brando demais com relação ao problema.

"Compartilhamos com o presidente da meta de fechar o poço (de onde sai o vazamento) assim que possível, limpar o óleo e mitigar o impacto", disse a empresa em nota antes do encontro de seus executivos com Obama.

 

* Com informações do "New York Times" e de agências internacionais

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