Coreia do Norte exige imparcialidade da ONU em caso do navio do Sul que afundou

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

O governo da Coreia do Norte exigiu nesta quarta-feira (16) que o Conselho de Segurança das Nações Unidas seja imparcial ao lidar com o caso do naufrágio da corveta sul-coreana Cheonan, de acordo com o "Rodong Sinmun", o jornal do Partido Comunista.

"O Conselho de Segurança da ONU deve cumprir com suas responsabilidades, trazendo à luz da verdade o incidente de maneira imparcial e objetiva", diz a publicação.

A exigência ocorre horas depois de o embaixador da Coreia do Norte na ONU, Sin Son Ho, advertir que seu país reagirá militarmente, caso o Conselho de Segurança condene Pyongyang pelo naufrágio.

"Não queremos que o Conselho de Segurança tome medidas para nos provocar", disse o embaixador norte-coreano à imprensa. Eventuais ações do grupo de 15 membros da ONU contra a Coreia do Norte serão "acompanhadas de medidas por parte de nossas forças militares", advertiu o diplomata.

A tensão na península da Coreia elevou-se depois que uma investigação internacional chegou à conclusão de que um submarino norte-coreano lançou um torpedo no último 26 de março contra a corveta sul-coreana de 1.200 toneladas Cheonan no Mar Amarelo.

Pyongyang desmentiu ter qualquer responsabilidade no incidente - que deixou 46 marinheiros mortos -, um dos mais graves entre ambos os países desde o armistício da Guerra da Coreia (1950-1953). As duas nações nunca chegaram a assinar o tratado de paz.

A cúpula do Exército Popular norte-coreano afirmou no sábado passado que atacaria a rede de alto-falantes colocados por Seul na fronteira para fazer propaganda.

"Identificamos o torpedo como um modelo CHT02D norte-coreano, com base nos fragmentos recuperados, inclusive elementos de propulsão", disse Yoon Duk0yong, cientista do Instituto de Ciências e Tecnologia Avançada da Coreia do Sul.

O embaixador norte-coreano colocou em dúvida a versão de Seul, e afirmou que esta dava margem a "tantas dúvidas que o enigma e mistério desse incidente já tinha se espalhado pelo mundo, inclusive Coreia do Sul e Estados Unidos".

"Precisamos enviar nosso próprio grupo de investigação ao local do naufrágio", disse Sin Son Ho, acusando os Estados Unidos de fomentar a tensão na região.

* Com agências internacionais

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