Obama mantém sanções dos EUA contra a Coreia do Norte instauradas por Bush

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

QUEM É KIM JONG-IL?

  • AFP/KCNA-KNS - 10.out.2005

    Kim Jong-il é conhecido como "querido líder" na Coreia do Norte. Ele é filho de Kim Il-sung, fundador e antigo líder do país.

    Jong-il ocupa os cargos de presidente da Comissão Nacional de Defesa e de secretário-geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia, o que o torna o dirigente de fato da Coreia do Norte.

    Ele possui 1,57m de altura. Para parecer mais alto, usa sapatos plataforma e tem os cabelos arrepiados.

    Kim Jong-il é fã de cinema, e acredita-se que possua mais de 20 mil filmes de Hollywood em sua estante e teria escrito um livro sobre cinema. Também se especula que ele teria planejado o sequestro de um cineasta sul-coreano e sua namorada, em 1978.

    "Hipocondríaco", "playboy", "paranoico" e "excêntrico" são algumas palavras usadas para descrever Kim Jong-il

O presidente Barack Obama renovou as sanções unilaterais dos Estados Unidos contra a Coreia do Norte instauradas por seu antecessor George W. Bush. As sanções tentam prevenir a aquisição ou transferência, por parte da Coreia do Norte, de equipamento ou tecnologia relacionada com a proliferação de armas nucleares .

"A emergência nacional declarada em 26 de junho de 2008 e as medidas adotadas nessa data para enfrentar a emergência devem continuar em efeito além de 26 de junho de 2010", afirmou Obama em um anúncio distribuído pela Casa Branca.

Obama, que renovou a ordem um ano atrás, disse que a emergência nacional era efetiva por outro ano, alegando que "o risco de proliferação de material que pode ser usado em armas na Península da Coreia continua representando uma ameaça extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos.

Na semana passada, os Estados Unidos de Obama aprovaram nova sanção contra o Irã -- assim como havia feito a gestão Bush -- contra o programa nuclear do país do Oriente Médio. Bush classificou durante seu governo, em 2002, que Coreia do Norte, Irã e Iraque formavam um "eixo do mal".

Também na semana passada, o governo Obama havia nomeado o novo coordenador de sanções ao Irã e Coreia do Norte: Robert J. Einhorn, assessor especial no controle de armas e não-proliferação.

O Departamento de Estado informou que o funcionário ganha essas novas responsabilidades, ao mesmo tempo em que prestará assessoria à secretária de Estado, Hillary Clinton, e a outros departamentos de não-proliferação e controle de armas.

Sobre o Irã, Einhorn dirigirá os esforços do Governo para assegurar uma implementação "plena e efetiva" de todas as resoluções tomadas no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Já sobre a Coreia do Norte, comandada por Kim Jong-il (leia mais à direita) o coordenador focará na implementação plena da resolução 1718, adotada em 2006 e que proíbe ao regime de Pyongyang o desenvolvimento de mísseis, e a 1874, aprovada em resposta ao teste nuclear norte-coreano de maio de 2009.  

Tensão cresce entre as Coreias

O governo da Coreia do Norte exigiu nesta quarta-feira (16) que o Conselho de Segurança das Nações Unidas seja imparcial ao lidar com o caso do naufrágio da corveta sul-coreana Cheonan, de acordo com o "Rodong Sinmun", o jornal do Partido Comunista.

"O Conselho de Segurança da ONU deve cumprir com suas responsabilidades, trazendo à luz da verdade o incidente de maneira imparcial e objetiva", diz a publicação.

A exigência ocorre horas depois de o embaixador da Coreia do Norte na ONU, Sin Son Ho, advertir que seu país reagirá militarmente, caso o Conselho de Segurança condene Pyongyang pelo naufrágio.

* Com agências internacionais

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