G8 "condena" Coreia do Norte por naufrágio de corveta e Israel, por bloqueio a Gaza

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Os dirigentes do G8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia) condenaram neste sábado a Coreia do Norte pelo afundamento de uma corveta sul-coreana, em março passado, assim como o bloqueio mantido por Israel contra a faixa de Gaza, segundo o comunicado final da reunião de cúpula realizada em Huntsville, a 200 km ao norte de Toronto.

De acordo com o texto, o bloqueio israelense "não se sustenta" em sua forma atual e deve ser modificado para permitir a entrada de ajuda à população palestina do território.

"Pedimos a todas as partes trabalhar em conjunto para pôr em prática a resolução 1860 do Conselho de Segurança das Nações Unidas e para assegurar a ajuda humanitária e a circulação de bens comerciais e de pessoas, provenientes e com destino a Gaza", ajuntam os líderes do G8.

"Lamentamos profundamente as mortes violentas e os ferimentos sofridos durante os acontecimentos registrados no dia 31 de maio ao longo de Gaza", diz ainda o texto, que se felicita com a "decisão tomada pelo governo israelense de criar uma comissão pública independente para investigar o episódio, com uma participação internacional".

O ataque de comandos da marinha israelense a uma flotilha humanitária internacional que se dirigia a Gaza fez nove mortos entre os passageiros.

Irã
O G8 saudou neste sábado os esforços diplomáticos empreendidos por Brasil e Turquia junto a Teerã, mas denunciou a "falta de transparência" do programa nuclear iraniano.

"Saudamos e respeitamos os esforços diplomáticos, entre eles os realizados recentemente por Brasil e Turquia sobre a questão específica do reator de pesquisas de Teerã", diz o documento final da cúpula do G8 no Canadá.

Apesar disso, os líderes mundiais insistiram, no comunicado, em que o Irã se disponha a um "diálogo transparente" sobre suas atividades nucleares, e em obediência ao "estado de direito" e à "liberdade de expressão".

"Nosso objetivo é persuadir os dirigentes iranianos a se comprometerem num diálogo transparente sobre as atividades de seu país, dentro de um pleno respeito às obrigações internacionais", assinalaram os dirigentes de Estados Unidos, Rússia, Japão, Canadá, França, Grã-Bretanha, Itália e Alemanha.

Economia

Os líderes das potências advertiram neste sábado que a recuperação da economia ainda é "frágil" e que a crise comprometeu o desenvolvimento das Metas do Milênio estabelecidas pelas Nações Unidas. 

"Nossa reunião anual acontece num momento em que o mundo dá início a uma frágil recuperação da maior crise econômica em várias gerações", assinalaram dirigentes no rascunho do documento.

De acordo com o texto obtido pela AFP, antes de sua finalização oficial, a lentidão da economia comprometeu os esforços dos objetivos estabelecidos pelas Nações Unidas.

Diz ainda que "tanto os países mais ricos quanto os em desenvolvimento devem fazer mais".

Além da redução da pobreza extrema de metade da população no mundo, até 2015, os objetivos do Milênio, fixados em 2000, consistem em garantir a educação primária para todos, promover a igualdade dos sexos, dando mais poder às mulheres, além de reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde materna, combater a Aids, a malária e outras doenças; preservar o meio ambiente e pôr em prática uma parceria mundial voltada para o desenvolvimento das Nações.

* Com agências internacionais

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