Presidente da Comissão Europeia apela no G20 para o apoio aos países mais pobres

Renata Giraldi
Da Agência Brasil
Em Toronto

O presidente da Comissão Europeia no G8 (países mais industrializados do mundo) e no G20 (maiores economias mundiais, incluindo alguns países emergentes), o português José Manuel Barroso afirmou que o momento é “crucial e desafiador” para todas as economias. Segundo ele, deve haver um consenso em busca do fortalecimento mútuo e do apoio aos países mais pobres. De acordo com Barroso, o mundo não prospera em “desequilíbrio”.

“Não devemos permitir que a determinação de uma ação coordenada global possa nos enfraquecer. Precisamos restabelecer a confiança e as condições de crescimento sustentável. E nós temos que cumprir as nossas promessas para os pobres do mundo”, disse ele. “O mundo não pode prosperar em desequilíbrios, sejam macroeconômicos ou outros.”

De acordo com Barroso, a ação deve ser contínua para que as “nações mais pobres e vulneráveis” tenham condições superar dificuldades. Em seguida, ele ressaltou que a União Europeia é o primeiro doador do mundo, fornecendo 58% da ajuda ao desenvolvimento em todo o mundo – cerca de 49 bilhões de euros, ou seja, aproximadamente 100 euros por cidadão europeu.

Segundo Barroso, esse apoio gerou 222 projetos beneficiando 50 milhões de pessoas nos países mais pobres. Mais de 500 milhões de euros já foram pagos. De acordo com ele, a maior parte do dinheiro está comprometida. “Também vamos honrar o compromisso de ajudar os outros. A União Europeia se comprometeu a disponibilizar mais recursos até 2012 para os países mais pobres”, disse ele.

Porém, Barroso ressaltou que é necessário buscar a consolidação da economia mundial. “A Europa deve trabalhar pela reconstrução da confiança por meio de maior estabilidade e dos esforços de consolidação fiscal combinada com as reformas estruturais”, disse ele.

Em seguida, o presidente da comissão acrescentou que “esta não será uma mudança drástica da noite para o dia. Mas não há espaço para mais gastos deficitários. Os últimos meses têm nos mostrado que o risco está em outro lugar. Sem a consolidação orçamentária, nós abrimos o nosso caminho para uma nova crise. Mas o aperto fiscal não é um fim em si mesmo. É uma maneira de restaurar a confiança e o crescimento”.

Para Barroso, as discussões que se encerram amanhã (27) devem levar a medidas pactuadas que possam ser executadas no curto prazo. “Quando lançamos este processo, os líderes do G20 não tinham esperança. Espero que desta vez nós consigamos regras em nível global para a regulação e a supervisão financeiras. Eu acho que isso é muito importante aqui no Canadá para mostrar que este momento não vai ser perdido”, disse.
 

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