Lula recebe hoje presidente da Síria para discutir tensão no Oriente Médio

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe hoje (30) em Brasília seu colega sírio Bashar al-Assad com quem abordará, entre outros assuntos, o conflito no Oriente Médio, no qual o Brasil tenta exercer um ativo papel mediador.

Al-Assad chega a Brasília procedente de Cuba, segunda escala de sua primeira viagem pela América Latina, que também incluiu uma visita à Venezuela e que será concluída na próxima sexta-feira na Argentina.

Segundo o próprio líder sírio, um dos assuntos principais da reunião será o conflito no Oriente Médio e o papel do Brasil como "negociador ativo" no processo de pacificação.

"Enxergamos o Brasil como uma potência emergente no cenário internacional", declarou Al-Assad, que disse crer que o governo Lula pode ajudar a "estabilizar" o Oriente Médio e colaborar para a abertura de novos espaços para o diálogo com Israel.

Al-Assad citou como exemplo o acordo conseguido pelo Brasil e Turquia, rejeitado depois pelas grandes potências, para a troca de urânio iraniano pouco enriquecido por combustível nuclear, que em sua opinião ainda pode servir como base para negociações com Teerã.

Segundo o presidente sírio, o Brasil é um país com "credibilidade" e "pode ajudar" a propiciar um amplo diálogo no Oriente Médio.

Lula se empenhou pessoalmente em fazer o Brasil participar como "ator ativo" no processo de pacificação do Oriente Médio e se ofereceu como "mediador confiável" aos Governos de Israel e Irã, assim como à Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Fontes oficiais do país disseram que Lula e Al-Assad abordarão diversos assuntos da relação bilateral, com ênfase na troca comercial, que no ano passado alcançou a soma de US$ 307 milhões, com a balança inclinada quase totalmente em favor do Brasil.

Além disso, no marco do encontro entre os líderes, serão assinados acordos de cooperação nas áreas jurídica, de educação e saúde.

O presidente sírio viaja acompanhado da mulher, Asma Assad, e de vários ministros.

Na visita à América Latina,

Assad, que enfrenta uma queda na produção doméstica de petróleo e secas que afetaram a agricultura, tenta com a visita à América Latina ampliar os laços diplomáticos de Damasco com os países da região.

"O presidente Chávez veio para impulsionar essa relação que foi construída ao longo de mais de 100 anos, primeiro porque há poucos políticos que são valentes, que dizem não quando é necessário dizer não", disse o presidente sírio por meio de um intérprete no Palácio de Miraflores, quando esteve na Venezuela no último sábado. Chávez, um dos críticos mais ferozes do governo dos Estados Unidos, visitou a Síria em agosto de 2006 e em setembro de 2009.

* com agências internacionais

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