Ondas de até 2,5 metros impedem que terceiro barco recolha petróleo no golfo do México

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

O mau tempo no golfo do México impediu nesta quarta-feira (7) que um terceiro navio começasse a recolher o petróleo que vazou da plataforma Deepwater Horizon, anunciou um porta-voz da BP.

O Helix Producer não pôde se conectar ao vazamento, que vem acontecendo a 1.500 metros abaixo do nível do mar, como explicou o assessor Bryan Ferguson. O funcionário explica em números as condições do mar adversas para a limpeza: ondas de 2 a 2,5 metros e ventos de 28 a 43 km/h. "No entanto, o barco vai entrar em operação ainda nesta semana", afirmou.

O Helix Producer é capaz de recolher 53.000 barris de petróleo por dia (cerca de 8,5 milhões de litros), enquanto vazam de 35.000 a 60.000 barris diários (entre 5,6 e 9,6 milhões de litros); a BP espera recuperar cerca de 25.000 (4 milhões de litros) diariamente.

O navio de Taiwan que chegou à região para separar a água marinha do petróleo ainda está em fase de testes. A embarcação tem o tamanho de quatro campos de futebol e pode bombear até 500.000 barrils (80 milhões de litros) por dia, segundo a empresa TMT Shipping Offshore.

Segundo o almirante da reserva Thad Allen, representante do governo dos EUA junto à operação, a escavação de um poço auxiliar a partir do qual será possível tapar petróleo está uma semana adiantada.

Mas, falando na terça-feira a jornalistas em Houston, ele desmentiu especulações de que o poço - um dos dois em escavação - poderia sanar o problema ainda em julho. Allen manteve a previsão de que os poços serão concluídos em meados de agosto.

As ações da BP, que já vinham registrando alta nos últimos dias, subiram mais 9 por cento na Bolsa de Nova York, e na quarta-feira chegaram à sua maior cotação em Londres desde 21 de junho.

Além de escavar o poço, a BP usa canos para recolher parte do petróleo que jorra e levá-lo para duas embarcações na superfície. Um terceiro navio, que elevará a capacidade de coleta do óleo de 3 para 6,3 milhões de litros por dia, já está parcialmente conectado, mas o mar agitado complica a conclusão da operação.

Ajuda da Ásia ou do Oriente Médio

O presidente-executivo da BP se reuniu hoje com representantes do fundo soberano de Abu Dhabi, enquanto a perspectiva de novos investimentos na empresa e avanços no combate ao vazamento de óleo do golfo do México provocaram uma alta nas ações da combalida gigante britânica do petróleo.

O executivo-chefe Tony Hayward se reuniu com representantes da Autoridade de Investimento de Abu Dhabi, o que corrobora especulações de que um fundo soberano da Ásia ou Oriente Médio poderia injetar capital para ajudar a BP a arcar com os gastos do acidente. O principal tema do encontro seria as concessões petrolíferas da estatal petrolífera de Abu Dhabi à BP.

"Com o presidente-executivo em Abu Dhabi, falando com o fundo de riqueza soberana para conseguir algum investimento, não é surpreendente que haja algum entusiasmo no mercado pelas ações da BP", disse Mic Mills, diretor de transações eletrônicas da corretora londrina ETX Capital.

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