Político holandês busca formar aliança internacional anti-islâmica

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

  • Divulgação/geertwilders.nl

    Geert Wilders, político holandês que organiza uma aliança contra a "islamização" do mundo

    Geert Wilders, político holandês que organiza uma aliança contra a "islamização" do mundo

Um parlamentar holandês conservador está formando uma aliança internacional para se contrapor ao que ele considera o avanço do islamismo sobre a civilização ocidental.

Em entrevista à agência de notícias AP, Geert Wilders contou que a aliança internacional será lançada ainda esse ano, inicialmente em cinco países: EUA, Canadá, Reino Unido, França e Alemanha, com o slogan “pare o Islã, defenda a liberdade”.

Entre os objetivos da “Geert Wilders International Freedom Alliance” estariam a suspensão da imigração de pessoas dos países islâmicos e um veto às as leis sagradas da Sharia. A expectativa de Wilders é que a aliança se torne um grupo de pressão sobre os parlamentos nacionais e possa um dia ter seus próprios legisladores.

Ayham Tonca, representante de uma organização muçulmana na Holanda, confessou temer que a mensagem encontre solo fértil em grande parte da Europa, onde o sentimento anti-islâmico está latente há anos.

“Quando as coisas vão mal na economia, muitas pessoas sempre precisam de um bode expiatório”, afirmou Tonca à AP. “Nesse momento, isso acontece com os muçulmanos no mundo ocidental.”

Wilders é um político experiente que ganhou pontos na Holanda por suas habilidades retóricas e por se levantar em prol dos direitos dos gays e das mulheres. Mas foi seu inflamado discurso anti-islâmico que lhe deu fama internacional, além de acusações de xenofobia na Holanda e uma proibição temporária de pisar no Reino Unido.

Após seus discursos e seu documentário sobre a “islamização” do mundo, Wilders foi alvo de ameaças e desde então vive sob vigilância estrita 24 horas por dia.

No mês passado, o seu Partido da Liberdade passou de nove para 24 cadeiras no Parlamento holandês, sob críticas de estaria sujeito ao personalismo de seu líder.

Nos próximos meses, seu plano é discursar nos cinco países iniciais e angariar apoio para seu plano internacional. “A luta pela liberdade e contra a islamização como eu entendo é um fenômeno mundial e um problema a ser resolvido”, afirma.

*Com informações da AP e do jornal Telegraaf

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