Militares a serviço da ONU são acusados de 21 casos de crimes sexuais

Renata Giraldi
Da Agência Brasil

  • Shutterstock

    Fachada da sede da ONU, em Nova York (EUA)

    Fachada da sede da ONU, em Nova York (EUA)

A Organização das Nações Unidas (ONU) recebeu 21 denúncias de exploração e abuso sexual, nos últimos três meses, registradas durante operações de paz em curso no mundo. As acusações envolvem pelo menos oito casos de crianças e adolescentes. As suspeitas são investigadas pelo Departamento de Operações de Paz das Nações Unidas. Os dados vão até 2004, data em que 59 missões de paz haviam sido autorizadas pela ONU.

Não há detalhes sobre de onde partiram as acusações nem como ocorreram as denúncias. Mas as autoridades das Nações Unidas asseguram que todos os casos serão apurados e haverá uma resposta pública sobre as acusações. As informações são da ONU.

O porta-voz das Nações Unidas, Martin Nesirky, afirmou que os casos serão cuidadosamente investigados. Nesirky negou que haja aumento nas denúncias. “A ONU emprega pelo menos 120 funcionários dedicados a abordar a questão da conduta e disciplina em 19 operações de paz e missões políticas especiais”, afirmou.

As missões de paz são compostas por forças militares multinacionais. Os militares atuam em zonas de conflito armado. Os integrantes das missões são conhecidos como boinas azuis ou capacetes azuis.

Em geral, os objetivos das missões estão relacionados ao monitoramento de cessar-fogos e supervisionamento de retirada de tropas. Também há atividades ligadas à colaboração para a reconstrução de infraestrutura, da manutenção da ordem pública e apoio nas atividades relativas a atendimentos de saúde.

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