Primeiro encontro entre Obama e Cameron é dominado por polêmicas envolvendo a BP

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

  • Rod Lamkey Jr./AFP

    Presidente dos EUA, Barack Obama, recebe em Washington o premiê do Reino Unido, David Cameron

    Presidente dos EUA, Barack Obama, recebe em Washington o premiê do Reino Unido, David Cameron

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebeu nesta terça-feira (20) em Washington o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, no primeiro encontro oficial entre os dois governantes desde que o conservador britânico assumiu o poder, em maio passado.

Os dois políticos reforçaram as declarações de costume, elogiando a “relação especial” que une os dois países, e declararam que ambos os governos estão comprometidos com um “forte e estável” crescimento econômico.

As principais polêmica da coletiva de imprensa, contudo, ficaram por conta da companhia de exploração de petróleo BP (antiga British Petroleum), que há 91 dias está no centro do noticiário norte-americano por causa do vazamento em um de seus poços no Golfo do México.

Uma plataforma da BP explodiu em 20 de abril, matando 11 funcionários e desatando um vazamento de milhares de barris de petróleo no Golfo do México que é considerado o pior desastre ecológico da história dos EUA. O fluxo de óleo só foi controlado na última quinta-feira, com a instalação de uma tampa no poço, cuja pressão está sendo monitorada, enquanto não se concluem as soluções de caráter permanente para o caso.

O premiê britânico disse compreender a raiva que existe entre os norte-americanos a respeito da posição da BP no acidente, e reiterou que a companhia tem o dever de “tapar o vazamento, limpar a bagunça e pagar pelos danos”. Em seguida, acrescentou que uma BP “forte” é do interesse dos dois países.

Lockerbie

Além das críticas que tem sofrido por conta do vazamento no Golfo do México, a BP também está sendo questionada pelo papel que teria desempenhado na libertação do líbio responsável pelo atentado de Lockerbie.

Alegando razões humanitárias, em agosto passado a Escócia liberou Abdel Basset al-Megrahi, que cumpria desde 2001 pena de prisão perpétua pelo atentado de 1988 contra o avião da companhia aérea americana PanAm, que explodiu em pleno voo sobre a cidade escocesa de Lockerbie, causando a morte de 270 pessoas, a maioria delas de cidadania americana.

A BP confirmou que fez lobby junto ao governo britânico em 2007 sobre um acordo favorável à transferência de prisioneiros, por temores de que seus interesses comerciais na Líbia estariam sendo prejudicados. A empresa, no entanto, disse que não se envolveu nas conversações sobre al-Megrahi, que atualmente vive na Líbia.

“Foi o pior assassinato em massa da história britânica e não houve negócios envolvidos na libertação [de al-Megrahi] da prisão”, defendeu Cameron em resposta aos jornalistas hoje.

O premiê britânico acrescentou que todos os fatos devem ser públicos, mas disse acreditar que "não há nenhum grande mistério aqui".

"Não preciso de uma investigação para me dizer que foi uma decisão ruim", declarou Cameron.

*Com agências internacionais

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