Chefe torturador de regime do Camboja é condenado a 35 anos de prisão

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

  • EFE/Mak Remissa

    Cambojanos assistem ao julgamento de Kaing Guek Eav

    Cambojanos assistem ao julgamento de Kaing Guek Eav

Phnom Penh, 26 jul (EFE).- Kaing Guek Eav, chefe torturador do antigo regime do Khmer Vermelho, mais conhecido como "Duch", foi condenado nesta segunda-feira (26) a 35 anos de prisão pelo tribunal internacional para o genocídio do Camboja, após ser declarado culpado de crimes contra a humanidade.

Duch é o primeiro condenado dos cinco réus do tribunal por envolvimento nas atrocidades cometidas durante o regime cambojano que causou a morte de pelo menos 1,7 milhão de pessoas.

Como diretor da prisão de Tuol Sleng, Duch supervisionou os interrogatórios e sessões de tortura de aproximadamente 15 mil pessoas, antes de enviá-las ao campo de extermínio de Choeung Ek, um dos muitos que funcionaram durante o regime do Khmer Vermelho, de abril de 1975 a janeiro de 1979.

Nesta segunda ao amanhecer (horário local), antes mesmo que o tribunal abrisse suas portas, centenas de cambojanos, observadores e jornalistas aguardavam do lado de fora para acompanhar o julgamento.

A promotoria das Câmaras Extraordinárias dos Tribunais do Camboja - denominação oficial do órgão judicial - pedia 40 anos de prisão para Duch, pena máxima contemplada pela legislação penal cambojana.

O ex-chefe de prisão está preso desde 1999, mas apenas em julho de 2007 foi acusado formalmente.
 

*Com EFE

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