Lula deve entregar neste sábado a Santos mensagem de paz enviada por Chávez

Jacqueline Bogdezevicius*
Enviada Especial a Bogotá (Colômbia)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir ainda hoje (7) em Bogotá, antes da cerimônia de posse, com o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos. Lula deve entregar a ele uma mensagem, por escrito, do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. De acordo com interlocutores de Lula, o objetivo da mensagem é indicar que há um desejo de negociar a paz entre venezuelanos e colombianos, encerrando a crise.

Ontem (6), Chávez anunciou o envio do chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, para representá-lo na cerimônia de posse de Santos, marcada para as 15h em Bogotá (17h em Brasília). “Nicolás vai à Colômbia”, afirmou Chávez, minutos depois de se despedir de Lula. Depois de uma reunião a portas fechadas com Lula, Chávez disse estar "muito otimista" em relação à mediação da crise com Bogotá.

"Lula leva uma missão [à Colômbia], que falamos bastante com ele e com o secretário-geral [da União das Nações Sul-Americanas, a Unasul], Néstor Kirchner, que foi a Bogotá. Estamos otimistas, só podemos adiantar isso", afirmou Chávez.

Paralelamente, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, tem uma reunião no fim da manhã de hoje (7) com a chanceler colombiana, Angela Maria Holguin. A ideia é buscar um acordo para impedir o agravamento da crise deflagrada há cerca de duas semanas. No entanto, o governo do presidente Alvaro Uribe, que deixa hoje o poder, ingressou com ações em cortes internacionais para que investiguem as denúncias apresentadas pela Colômbia.

No último dia 22, o embaixador colombiano denunciou, durante sessão da Organização dos Estados Americanos (OEA), a suposta presença de 1,5 mil guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército da Libertação Nacional (ELN) em território venezuelano.

Desde então, Chávez anunciou o rompimento da Venezuela com a Colômbia. Foi intensificada a segurança na área de fronteira e há um clima de tensão no ar. Presidentes sul-americanos se uniram na tentativa de buscar um acordo para o fim do impasse. O presidente venezuelano negou as acusações.

*Colaborou Renata Giraldi
 

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