EUA garantem que BP pagará multa por desastre no Golfo; tampa "funciona bem", diz empresa

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Os testes de pressão da BP mostraram que a "tampa de cimento funciona bem" no poço petrolífero de Macondo, afirmou a empresa neste domingo. A iniciativa aconteceu em meio às operações feitas pela empresa para cimentar o vazamento no Golfo do México, que já derramou cerca de 5 milhões de barris de óleo na região.

Os resultados de testes exibem o "resultado desejado" pela BP, afirmou a empresa em comunicado apresentado em seu site. A vedação permanente do poço "continua em progresso", acrescentou a BP no domingo.

Também neste domingo, a assessora para assuntos energéticos da Casa Branca, Carol Browner, afirmou que a petrolífera "com certeza" terá de pagar uma "grande multa financeira" pelo vazamento, considerado o maior desastre ecológico da história dos Estados Unidos.

"Tivemos êxito na eliminação de grande parte do petróleo. Temos de permanecer atentos e temos de pedir satisfações à BP pelos danos ao meio ambiente", disse Browner.

"Haverá uma grande penalidade financeira. Também haverá processos por danos aos recursos naturais e (a BP) será responsável pelos custos de limpeza desses danos", completou.

A assessora afirmou ainda que caberá ao Congresso norte-americano decidir como serão distribuídos os fundos para financiar as despesas no Golfo do México.  Segundo ela, o desastre, iniciado em abril passado após a explosão da plataforma petrolífera Deepwater Horizon, é "18 vezes maior que (o acidente) da Exxon Valdez" em março de 1989.

Números do desastre
Na última segunda-feira (2), o governo dos EUA anunciou que cerca de 780 milhões de litros de petróleo vazaram no golfo do México desde que a plataforma Deepwater Horizon explodiu, há 109 dias.

"No total, as equipes de pesquisadores estimam que aproximadamente 4,9 milhões de barris de petróleo foram derramados", informou a nota oficial, detalhando que esses números são os mais precisos até o momento, com uma margem de erro estimada de 10%, para mais ou para menos.

O volume derramado é o maior da história da indústria petrolífera entre os vazamentos acidentais. O segundo maior é um desastre de 1979, também no golfo do México, quando foram derramados 3,3 milhões de barris após a explosão de uma plataforma da companhia Pemex.

O maior de todos foi um derramamento intencional, feito pelas forças iraquianas durante a Guerra do Golfo, em 1991, quando entre 5 milhões e 10 milhões de barris foram despejados no golfo Pérsico.

*Com agências internacionais
 

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