Começa o primeiro julgamento em Guantánamo sob o governo Obama

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

  • Brennan Linsley/AP

    Cerca de 180 presos ainda estão confinados no centro de detenção de Guantánamo

    Cerca de 180 presos ainda estão confinados no centro de detenção de Guantánamo

O primeiro julgamento ante um tribunal militar na base naval de Guantánamo sob a presidência de Barack Obama começou nesta terça-feira contra o canadense Omar Khadr, detido em 2002 no Afeganistão quando tinha 15 anos.

Usando terno e gravata, o acusado, que agora tem 23 anos, estava presente na abertura da audiência consagrada à seleção do júri militar.

Khadr é acusado de ter jogado em 2002 uma granada que matou um soldado americano.

Também é suspeito de ter sido treinado pela Al Qaeda e ter se unido à rede de Bin Laden para fabricar bombas.

Até a presente data, e ao contrário de Al-Qosi, Khadr não quis negociar com as autoridades. A condenação deverá ser pronunciada nos próximos dias.

O mais jovem preso de Guantánamo alega que sua confissão foi obtida sob ameaça de tortura física, mas o juíz informou ontem que vai reconhecer a admissão de culpa como prova.

A agência de notícias France Presse teve acesso ao texto do advogado, Jon Jackson, que pede à Suprema Corte que se pronuncie sobre a legalidade dos tribunais militares de excepção de Guantánamo ou tomar sua própria decisão sobre o caso de Omar Khadr.

A ONU questiona o julgamento de Khadr, porque considera que crianças em situação de guerra devem ser tratadas como vítimas. Para os EUA, não se trata de uma guerra ou de um exército regular.

O sistema judiciário de exceção estabelecido em Guantánamo só condenou até agora quatro pessoas desde que foi estabelecido em 2002 pela administração George W. Bush.

Cerca de 180 prisioneiros ainda estão confinados no local sob estritas medidas de segurança, em uma prisão que é criticada por organizações não-governamentais por violar os direitos humanos.

Ex-segurança de Bin Laden

O sudanês Ibrahim Ahmed Mahmud al-Qosi, de 50 anos, compareceu nesta segunda-feira (9) ante um tribunal militar de exceção em Guantánamo, que fixará sua condenação depois que se declarou culpado de complô terrorista e de apoio material ao terrorismo.

O conteúdo do acordo entre o governo americano e o ex-segurança de Osama Bin Laden e chefe de logística no Sudão e Afeganistão foi mantido em segredo.

A juíza militar Nancy Paul anunciou que a acusação pediu que seja mantido segredo até a libertação do acusado, mas ainda não emitiu sua decisão.

Uma fonte ligada ao caso confidenciou à AFP que a condenação deve ficar entre 12 e 15 anos.

* Com as agências internacionais

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