Esforços do Brasil com Irã não são inúteis, diz Amorim sobre acordo nuclear e asilo a iraniana

Camila Campanerut
Do UOL Notícias

Em Brasília

  • AFP

    Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte no Irã, poderia receber asilo no Brasil e evitar a pena

    Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte no Irã, poderia receber asilo no Brasil e evitar a pena

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu nesta quarta-feira (11) que o apoio brasileiro no acordo nuclear com a República Islâmica do Irã e a proposta do governo brasileiro de asilo à iraniana condenada à morte são ações do governo em prol da “paz mundial”.

“Essa situação desta moça, em função da ameaça do apedrejamento, é uma coisa que choca a sensibilidade brasileira, como choca a sensibilidade do mundo inteiro. Temos interesse em ajudar que se resolvam os problemas, começando pelo problema nuclear, que é aquele que nós mais nos detivemos. Isso é bom para a paz mundial”, justifica o chanceler.

Amorim não quis entrar no mérito da punição do crime supostamente cometido pela iraniana Sakineh Ashtiani, condenada à morte por adultério, por se basear em questões culturais e legais do país asiático. No entanto, avaliou que um gesto humanitário "seria bom" para a imagem que o Irã tem perante a comunidade internacional.

O ministro reforçou que o envolvimento do Brasil no acordo nuclear com o Irã também não foi em vão. “O esforço não foi inútil não. O Irã tem dito que quer voltar à negociação. Se isso ocorrer, só seria o possível porque houve esta declaração”, alegou.

Em decisão assinada em 17 de maio, o governo iraniano aceitou trocar, em território turco, 1.200 kg de urânio levemente enriquecido (a 3,5%) por 120 kg de combustível enriquecido a 20%, para alimentar seu reator para fins científicos.

No dia seguinte, os Estados Unidos apresentaram um projeto de resolução no Conselho de Segurança da ONU para reforçar as sanções contra Teerã, que foi aprovado pelos membros permanentes (Rússia, China, França e Grã-Bretanha). Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que anunciava que seguiria a orientação do conselho, apesar de fazê-lo “contrariado”, como afirmou Celso Amorim.

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