"Achamos que o avião ia explodir", diz passageiro brasileiro na Colômbia

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

  • Navy Press/Reuters

    Avião se parte em três após ser atingido por raio ao aterrissar em San Andrés; MAIS FOTOS

    Avião se parte em três após ser atingido por raio ao aterrissar em San Andrés; MAIS FOTOS

O brasileiro Ramiro Lobo de Almeida, que estava a bordo do avião da companhia aérea Aires Airlines que foi atingido por um raio ao aterrissar na ilha de San Andrés, no norte da Colômbia, disse que de um momento para o outro sentiu um impacto e percebeu que o avião havia se partido em três pedaços.

“Achamos que o avião iria explodir, porque o combustível começou sair pelo lado esquerdo. Eu e minha mulher saímos da aeronave como pudemos. Felizmente os bombeiros e equipes de resgate chegaram e nos ajudaram", afirmou.

Avião seguia de Bogotá a San Andrés

  • Arte UOL

Almeida estava em férias e viajava com a mulher Catherine Lobo para a ilha de San Andrés.

Além dos dois, outro casal de brasileiros estava na aeronave que fazia o trajeto Bogotá-San Andrés: Thiago Cavalcanti e Carolina Gonçalves, que continua hospitalizada na Clínica Villarreal, pois está grávida. A Embaixada do Brasil no país afirmou que ela e o bebê estão fora de perigo e que a internação serve como medida de precaução.

O acidente deixou no mínimo uma pessoa morta e 114 feridos, segundo fontes da Aeronáutica Civil colombiana consultadas pelo jornal "El Tiempo". De acordo com a Polícia Nacional da Colômbia, havia 131 pessoas a bordo, das quais 121 passageiros adultos, quatro crianças e seis tripulantes.

"A aeronave que cobria o trajeto Bogotá-San Andrés aterrissava em meio a uma intensa tempestade elétrica, quando um potente raio teria causado seu descontrole na extremidade da pista 06", informou à "Rádio Caracol" o coronel Gustavo Barrero, comandante do Grupo Aéreo do Caribe da Força Aérea Colombiana.

Segundo o piloto, faltavam 80 metros para chegar à cabeceira da pista quando a aeronave foi atingida por um raio.

Várias testemunhas afirmam que a ilha enfrentava tempestade de raios no momento em que o avião iria aterrissar.

O avião, um Boeing 737-700 de matrícula HK 4682, partiu de Bogotá à 0h07 no horário local (2h07 no horário de Brasília) e pousou em San Andrés duas horas depois, em condições "reduzidas de visibilidade", segundo os responsáveis pelo controle aéreo da ilha.

O ministro dos Transportes da Colômbia, Germán Cardona, culpou as condições meteorológicas pelo acidente. "O avião era novo, adquirido recentemente pela Aires, e há oito dias tinha sido revisado e cumprido todos os protocolos de manutenção. Foi um lamentável acidente", disse Cardona.

O aeroporto Gustavo Rojas Pinillas de San Andrés continua fechado. Por enquanto, estão suspensas todas as decolagens e chegadas no aeroporto de San Andrés, um dos pontos turísticos do Caribe colombiano.

A Presidência da República da Colômbia confirmou a morte da passageira colombiana Amar Fernandez, que teve uma parada cardíaca e não resistiu. O presidente Juan Manuel Santos, telefonou para o marido de Amar, Luis Carlos Barreto, para prestar solidariedade. “[O presidente Santos, no telefonema] expressou suas mais sentidas condolências e ofereceu apoio do governo para enfrentar esta tragédia familiar”, diz o comunicado oficial.

Os feridos foram levados para o Hospital Amor de Patria e para a Clínica Villarreal, ambos localizados na Ilha de San Andrés. O governo colombiano disponibilizou o telefone 018000949490 para informações às famílias dos passageiros e tripulantes. Por ordem do presidente colombiano, o Ministério do Interior e o Comando da Polícia Nacional coordenam as operações de apoio às vítimas e aos parentes.

* Com as agências internacionais e o jornal "El Tiempo"

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