Cerca de um milhão de funcionários públicos sul-africanos estão em greve por salários

Eduardo Castro

Correspondente da EBC para a África<br>Em Maputo (Moçambique)

Cerca de um milhão de funcionários públicos sul-africanos aderiram nesta quinta-feira (19) a uma greve por tempo indeterminado. Ele pedem aumento de 8,6% nos salários e auxílio-moradia de 1.000 rands (cerca de R$ 240). O governo não aceita ir além dos 7% de reajuste e dos 700 rands para o benefício.

Segundo as rádios locais, o trânsito ficou interrompido no populoso bairro de Soweto, e a polícia usou balas de borracha e canhões de água para desobstruir as pistas, que davam acesso a um hospital. De acordo com a polícia, a força utilizada foi “mínima”e não houve feridos.

O governo anunciou não esperar grandes impactos na maior economia da África por causa da paralisação. Mas os sindicatos, que representam os grevistas, acreditam que até algumas categorias privadas devam paralisar o trabalho, como os metalúrgicos das montadoras de automóveis, que também negociam salários.

Uma nova rodada de negociações está marcada para amanhã (20). Em um comunicado oficial, o governo sul-africano informou que não pode “fazer reajustes salariais a níveis insuportáveis”, porque teria que “cortar outros serviços necessários e urgentes”, caso aceite as exigências dos trabalhadores. Analistas ouvidos pela imprensa sul-africana estimam que um acordo deve ser anunciado nos próximos dias.

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