Sequestro de ônibus termina em tragédia nas Filipinas; sequestrador e oito reféns são mortos

Do UOL Notícias

Em São Paulo

A polícia invadiu um ônibus que foi sequestrado por um ex-policial após ouvir tiros no interior do veículo e matou o sequestrador que matinha 25 turistas como reféns. Além dele, oito reféns foram mortos, segundo um comunicado assinado pelo presidente do país, Benigno Aquino. O ex-policial exigia sua readmissão na corporação.

"O incidente terminou de forma trágica, com a morte de oito civis inocentes", afirmou Aquino. O documento foi divulgado após uma reunião com policiais.

Pelo menos quatro reféns fugiram quando a polícia invadiu o ônibus. Antes, nove reféns haviam sido libertados: seis adultos e três menores. O motorista do ônibus conseguiu escapar, ainda em circunstâncias não esclarecidas. A polícia filipinas atirou nos pneus do ônibus para evitar a fuga do veículo e invadiu o ônibus.

O sequestrador, que estava armado com um fuzil de assalto M-16, tomou o controle do veículo às 9h (horário local, 22h de domingo em Brasília). Segundo a polícia, ele foi morto com um tiro na cabeça disparado por um atirador de elite. Além dos oito mortos, outros dois reféns ficaram gravemente feridos.

  • Arte UOL

A polícia identificou o suposto sequestrador como Rolando Mendoza, um antigo inspetor com patente de capitão que foi afastado da corporação em 2008, após ser acusado de roubo, extorsão e tráfico de drogas.

O porta-voz da Polícia Nacional, Agrimero Cruz, disse que os libertados por Mendoza foram levados para as dependências policiais para que forneçam informações.

Em uma cartolina colocada em uma janela do ônibus, o sequestrador escreveu as condições para libertar os reféns, o que incluem a absolvição pela Defensoria do Povo das Filipinas das acusações que pesam sobre ele. Mendoza também fez chegar mensagens escritas em pequenos pedaços de papel aos agentes postados na área, enquanto a polícia tentava falar diretamente com ele ligando para o telefone celular do motorista.

Sequestro do ônibus 174

No dia 12 de junho de 2000, Sandro Barbosa do Nascimento sequestrou o ônibus 174, que fazia a linha Gávea-Central, no Jardim Botânico, na zona sul do Rio. O assalto foi acompanhado ao vivo por todo o país pela TV durante quatro horas e meia. Sandro fez 11 reféns e liberou todos aos poucos.

O sequestrador mantinha a estudante Geísa Firmo Gonçalves, 21, como refém e escudo. Quando estava prestes a se render, foi abordado por um soldado que atirou contra Sandro e acabou acertando Geísa, que morreu por levar tiros do soldado e do sequestrador.

Apesar de sair do local com vida, Sandro chegou no hospital morto por asfixia.

O chefe da polícia de Manila, Rodolfo Magtibay, disse que os reféns são turistas chineses, a maioria de Hong Kong, e que com eles viajam três filipinos: o motorista, um guia e um fotógrafo.

O ônibus, pertencente à agência Hong Tai Travel, foi rodeado pelas forças de segurança perto do parque de Rizal, um dos lugares mais visitados da capital filipina.

A gerente da agência de viagens Hong Thai Travel Services Ltd., Susanna Lau, disse que o grupo deixou Hong Kong em 20 de agosto para visitar Manila e deveria voltar à China nesta segunda-feira. Segundo Lau, havia um guia turístico de Hong Kong e 20 turistas do território --três crianças e 17 adultos-- no ônibus.

O líder de Hong Kong, Donald Tsang, criticou as autoridades responsáveis pela ação no ônibus e as violentas etapas finais da negociação com o sequestrador, que foram transmitidas ao vivo em diversos canais.

O sequestrador subiu ao veículo quando este vinha do centro histórico de Manila e estava a apenas 150 metros de uma delegacia.

Segundo os dados policiais, o inspetor Rolando Del Rosario Mendoza foi expulso em janeiro passado junto a outros quatro agentes pela Defensora do Povo das Filipinas.

* Com as agências internacionais

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