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Ahmadinejad sugere que ataques de 11 de Setembro foram planejados pelos EUA

Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, discursa na Assembleia Geral da ONU, em Nova York - Chris McGrath/Getty Images/AFP
Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, discursa na Assembleia Geral da ONU, em Nova York Imagem: Chris McGrath/Getty Images/AFP

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

23/09/2010 17h22Atualizada em 23/09/2010 18h12

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, declarou nesta quinta-feira (23) que “a maioria das pessoas concordam” que os ataques de 11 de Setembro de 2001 foram planejados por “segmentos do governo norte-americano”.

Em discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente iraniano lembrou os inúmeros registros em vídeo dos ataques que derrubaram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e atingiram o Pentágono.

“Quase todos os governos e figuras proeminentes condenaram fortemente o incidente”, prosseguiu. “Mas então a máquina de propaganda veio com força total. Ficou implícito que todo o mundo estava exposto a um enorme perigo, ou seja, o terrorismo, e que a única maneira de salvar o mundo seria enviar forças militares para o Afeganistão”.

“Fala-se em três mil mortos no 11 de Setembro, pelos quais todos nós estamos tristes. Ainda assim, até agora, centenas de milhares de pessoas foram assassinadas no Afeganistão e no Iraque, milhões ficaram feridas ou se tornaram refugiadas, e o conflito ainda está acontecendo e se expandindo”, acrescentou Ahmadinejad.

Em seguida, afirma que há “três pontos de vista” a respeito da identificação dos responsáveis pelo ataque. O primeiro deles é que “um grupo terrorista poderoso e complexo” superou a defesa e a inteligência dos EUA e conseguiu realizar o ataque.

Uma outra teoria, segundo Ahmadinejad, é que “alguns setores dentro do governo norte-americano orquestraram o ataque para reverter o declínio da economia americana e de seu domínio no Oriente Médio, com objetivo de salvar o regime sionista”.

“A maioria dos americanos assim como a maioria das nações e dos políticos ao redor do mundo concordam com essa visão”, afirmou o iraniano.

As declarações provocaram reação imediata da delegação norte-americana, que deixou o auditório principal, na sede da ONU, antes de ouvir a terceira hipótese de Ahmadinejad, que “o ataque foi realizado por terroristas, mas o governo americano apoiou e tirou vantagem da situação”.

O iraniano questiona: “Assumindo o ponto de vista do governo americano, é racional lançar uma guerra clássica com larga movimentação de tropas que leva à morte de centenas de milhares de pessoas para deter um grupo terrorista?”

Em respeito às “questões em aberto”, o Irã propôs que as Nações Unidas montem um grupo independente para investigar o 11 de Setembro, “de modo que no futuro não seja proibido expressar visões [diferentes] a esse respeito”.

Os Estados Unidos foram rápidos manifestar repúdio às hipóteses do presidente da República Islâmica. “Ao invés de representar as aspirações e boa-vontade do povo iraniano, Ahmadinejad novamente escolheu espalhar desprezíveis teorias conspiratórias e insultos antissemitas que são tão repugnantes quanto previsíveis”, afirmou Mark Kornblau em uma declaração escrita.

*Com agências internacionais

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