Pelo menos dez vilarejos foram destruídos por onda gigante na Indonésia, diz governo

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

  • Google Earth/UGSG/UOL

    Mapa da Indonésia indica localização aproximada das tragédias naturais que atingiram o arquipélago

    Mapa da Indonésia indica localização aproximada das tragédias naturais que atingiram o arquipélago

Pelo menos 113 pessoas morreram e mais de 500 são consideradas desaparecidas após um forte terremoto de magnitude 7,7 que afetou a costa oeste da Indonésia na segunda-feira (25), provocando ondas gigantes em várias ilhas, anunciou o serviço de emergências do país. 

Veja imagens e ouça relato (em inglês)

"Dez vilarejos foram varridos do mapa pelo tsunami", afirmou à AFP uma porta-voz da agência nacional de gestão de catástrofes, Agolo Suparto.

Um grupo de turistas australianos testemunhou "uma parede de água branca de espuma" atingir seu barco e destrui-lo, dando tempo apenas para se jogarem ao mar.

"Sentimos um solavanco sob o navio... Alguns minutos depois, ouvimos um estrondo. Pensei imediatamente em um tsunami e vimos o paredão de água vindo em nossa direção", contou Rick Hallet, um operador de turismo da Indonésia.

Todos os passageiros sobreviveram, alguns atirados em terra firme, onde puderam se agarrar a galhos de árvore.

O sismo ocorreu na noite de segunda-feira às 21h42 (12h42, horário de Brasília), a uma profundidade de apenas de 14,2 km, provocando "tsunami", segundo o Observatório Geológico Americano (USGS).

Não há registro de brasileiros, diz embaixada

A Embaixada do Brasil em Jacarta, capital da Indonésia, informou que não registra, até o momento, brasileiros mortos ou desaparecidos. Também não há informações sobre brasileiros morando na área atingida pelo tsunami, e a embaixada não foi procurada por nenhum parente de possíveis vítimas. Como a época é de muita chuva na região, o movimento de surfistas nas ilhas é pequeno, o que reduz a chance de turistas entre desaparecidos.

Na ilha de Pagai do Sul, uma das mais atingidas, ondas de três metros penetraram até 600 metros no interior, segundo o chefe do centro de crises do Ministério da Saúde, Mudjiharto. "Na cidade de Muntei, 80% das construções foram danificadas pelas ondas e inúmeros habitantes estão desaparecidos".

A costa oeste de Sumatra é considerada como uma região de risco elevado já que fica situada em uma zona de subducção, onde placas tectônicas indo-australianas e eurasianas se aproximam a uma velocidade de cinco a seis centímetros por ano.

Vulcão

Além da catástrofe nas ilhas Mentawai, outra tragédia natural atingiu a Indonésia nesta terça-feira: na ilha de Java, o vulcão Merapi, um dos mais ativos do mundo, começou a entrar em erupção, expelindo nuvens de cinzas e rochas quentes. Ao menos 20 pessoas foram feridas pelo material expelido e levadas para atendimento.

Fontes do hospital Panti Nugroho, de Yogyakarta, confirmaram a morte de um bebe de três meses em decorrência de um grave problema respiratório causado pela inalação de cinzas.

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Segundo Subandriyo, vulcanólogo chefe do país, o monte Merapi gemeu durante horas desde a madrugada. "Nós ouvimos três explosões por volta das 18h (9h de Brasília), que expeliram material vulcânico a 1,5 quilômetro de altura", afirmou.

"A energia está se acumulando... Esperamos que o vulcão vá liberando lentamente", disse o vulcanólogo Surono. "Caso contrário, nós estamos olhando para uma erupção potencialmente enorme, maior do que tudo que vimos nos últimos anos."

"Houve um estrondo ensurdecedor que se prolongou por séculos, talvez 15 minutos", disse Sukamto, um agricultor que se preparava para abandonar sua casa próxima à encosta. "Então, enormes bolas de cinza quente começaram a ser disparadas no ar."

No começo da noite em Java, militares, agentes policiais e funcionários civis protegidos por máscaras brancas continuavam com o processo de evacuação em caminhões do Exército e caminhonetes, segundo imagens da emissora "Metro TV".

Fontes da Cruz Vermelha Indonésia indicaram que distribuíram cobertores, plásticos e tendas nos centros de acolhimento que foram organizados na região do vulcão.

* Com agências internacionais

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