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Autoridades e governos latino-americanos manifestam solidariedade após morte de Kirchner

Do UOL Notícias

Em São Paulo

2010-10-27T15:20:40

27/10/2010 15h20

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras autoridades latino-americanas emitiram nesta quarta-feira (27) manifestações de solidariedade e consternamento com a morte do político Néstor Kirchner, ex-presidente da Argentina, secretário-geral da União das Nações Sul-americanas e um dos mais importantes líderes do Partido Justicialista.

Em nota oficial emitida no início da tarde, o presidente Lula se "consternado" com a morte do ex-presidente da Argentina, Néstor Kirchner e decretou luto oficial no Brasil.

"Sempre tive em Néstor Kirchner um grande aliado e um fraternal amigo. Foram notáveis o seu papel na reconstrução econômica, social e política de seu país e seu empenho na luta comum pela integração sul-americana", indica a nota. "Os brasileiros se associam à dor de nossos irmãos argentinos neste momento amargo".

O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, se manifestou em uma mensagem ao chanceler argentino, Héctor Timerman. "Testemunhei em diversas ocasiões a importante contribuição do presidente Kirchner para que nossos países pudessem consolidar sua aliança estratégica e, juntos, avançar no fortalecimento do Mercosul. Como Secretário-Geral da Unasul, Néstor Kirchner promoveu habilmente a conciliação e a defesa da democracia em nosso continente".

Dilma Rousseff, candidata petista à Presidência da República, afirmou em entrevista coletiva após o lançamento de seu programa de governo para a área de assistência social, em Brasília, que “o ex-presidente Kirchner foi um amigo do Brasil". "Lamento até pessoalmente e acredito que o Brasil inteiro se solidariza com os nossos companheiros e com o povo argentino por uma perda deste tamanho."

Presidentes americanos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, destacou o "significativo papel na vida política da Argentina" desempenhado por Kirchner. "Em nome do povo norte-americano, ofereço meus sentidos pêsames ao povo argentino e á presidente Cristina Fernández de Kirchner", indica mensagem divulgada pela Casa Branca.

Para o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, a morte de Kirchner foi uma “grande perda para o continente". Segundo ele, o ex-presidente argentino foi um dos principais colaboradores para a construção do espírito de parceria entre os países da região.

No Equador, o presidente Rafael Correa confirmou que irá ao enterro de Kirchner. O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, lamentou a morte do ex-presidente argentino informando que Kirchner era um “incentivador da integração sul-americana”.

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, qualificou Kirchner como "amigo e companheiro na construção de uma América Latina sem exclusões, com papel fundamental nos processos de integração na região".

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, postou uma mensagem de solidariedade à presidenta Cristina Kirchner em sua conta no Twitter: "Ah, minha querida Cristina... Quanta dor! Que grande perda sofre a Argentina e Nossa América! Viva Kirchner para sempre".

Lideranças da Argentina

O vice-presidente da Argentina, Julio Cobos, afirmou que morreu "um grande presidente da nação". "Minhas primeiras palavras são de pesar e acompanhamos na dor Cristina e seus filhos", disse o político.

O ex-presidente Carlos Menem, atualmente senador por Rioja, declarou: "para além de nossas diferenças, é muito dolorosa a perda de um lutador na política".

"É preciso apoiar a atual presidente, em todos os sentidos, e reitero: além das diferenças que possam existir. Uma mulher que demonstrou capacidade e fortaleza em momentos muito difíceis", acrescentou Menem em declarações a rádios argentinas. "Este é o momento mais difícil de sua vida".

O também ex-presidente Eduardo Duhalde afirmou que "pela fortaleza de suas convicções, Néstor Kirchner merece o respeito da sociedade argentina que ele teve a honra de representar".

"Como eu, seguramente haverá um país inteiro junto à presidente da nação, sem rusgas nem egoísmos pessoais, para honrar a institucionalidade de nossa democracia", acrescentou Duhalde.

Organizações internacionais

Como presidente temporário do Mercosul, bloco do qual a Argentina faz parte, o Brasil também emitiu comunicado em nome de todos os Estados Partes e da Venezuela manifestando "a mais profunda consternação" pela morte de Kirchner.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, afirmou que a morte do ex-presidente Kirchner "é uma grande perda" para o país e "deixa um vazio difícil de preencher".

"Ele era uma pessoa muito importante na política argentina. Sua esposa e seus amigos vão saber superar essa situação política, mas uma pessoa como ele sempre vai fazer falta", declarou o titular, que está na Europa, em entrevista à CNN Chile.

O presidente da União Europeia, Herman Van Rompuy, transmitiu os "mais sentidos pêsames" à família de Kirchner e a todo o povo argentino.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que está profundamente triste com a morte repentina do ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner. Ban, que está em viagem oficial ao Camboja, afirmou que Kirchner "acreditava no multilateralismo e era um amigo das Nações Unidas."

Néstor Kirchner morreu na manhã desta quarta-feira aos 60 anos em El Calafate, na província de Santa Cruz, na Argentina. Kirchner foi hospitalizado às 8h15 (horário local) de hoje no hospital José Formenti, acompanhado por sua mulher, a atual presidente do país, Cristina Fernández Kirchner. A agência estatal argentina Télam confirmou que a morte foi decorrente de um infarto.

*Com agências internacionais, Rádio ONU e Agência Brasil

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