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Avião com 22 a bordo cai no Paquistão; não há sobreviventes

Destroços de avião de empresa privada são vistos em Karachi, no Paquistão - Asif Hassa/AFP
Destroços de avião de empresa privada são vistos em Karachi, no Paquistão Imagem: Asif Hassa/AFP

Do UOL Notícias<br>Em São Paulo

05/11/2010 02h57Atualizada em 05/11/2010 10h11

Um avião de pequeno porte com 22 pessoas a bordo caiu nesta sexta (5) em Karachi, no Paquistão. Não há sobreviventes e os 22 corpos foram recuperados e enviados para um hospital da região.

"O avião ficou destruído", disse o coronel Noor Agha, oficial do Exército responsável pelas buscas. "Os corpos estão carbonizados e é impossível reconhecê-los", afirmou. A aeronave é do modelo Beech 1900C, operada pela empresa privada JS Air, e caiu dentro de um complexo de artilharia perto do aeroporto Jinnah, em Karachi.

O voo partiu de Karachi e, minutos antes da queda, o piloto informou a torre de controle de que havia algo errado na aeronave, que pertence a uma empresa petrolífera.

O porta-voz da JS Air, Nadeem Hanif, disse que 17 passageiros da empresa italiana ENI estavam a bordo, junto com 2 pilotos, um técnico e um segurança. Não foram fornecidos maiores detalhes sobre as nacionalidades dos mortos, mas um comunicado divulgado pelo Escritório de Assuntos Estrangeiros em Roma afirma que um dos funcionários da ENI era italiano.

A empresa italiana ENI é uma das maiores companhias estrangeiras do setor de energia do Paquistão.

"Pouco depois de decolarem, entraram em contato com a torre de controle do aeroporto para informar de um problema em um dos motores. O avião iniciou o retorno e pouco depois caiu", explicou o oficial da Autoridade de Aviação Civil paquistanesa (CAA) Pervez George.

O voo partiu de Karachi e ia para Bith Shah, uma área de exploração de petróleo na província de Sindh. Ao todo viajavam no avião 17 trabalhadores da empresa, 3 técnicos e 2 pilotos.

Esta queda foi a segunda em menos de quatro meses no Paquistão, que sofreu várias crises neste ano, como enchentes e ataques de extremistas. O outro acidente aconteceu em julho e deixou 152 mortos.

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