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Rússia sugere que fundador do WikiLeaks seja indicado ao Nobel da Paz

Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, é procurado na Suécia para ser ouvido por acusações de crimes sexuais - EFE
Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, é procurado na Suécia para ser ouvido por acusações de crimes sexuais Imagem: EFE

Do UOL Notícias

Em São Paulo

09/12/2010 13h32

A Rússia sugeriu que Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, fosse indicado ao prêmio Nobel da Paz. Nas últimas duas semanas, o site vem publicando centenas de documentos com informações secretas das embaixadas americanas.

“Organizações governamentais e não-governamentais deveriam pensar em como ajudá-lo [a Assange]”, disse uma fonte próxima ao presidente russo Dmitri Medvedev a agências de notícias russas nesta quinta-feira (9). “Talvez indicá-lo ao Prêmio Nobel ajudaria”, completou a fonte.

Segundo o “The Guardian”, a fonte, um líder político russo, parece ter concordado que as informações que o vazamento trouxe à tona são muito mais prejudiciais aos Estados Unidos do que à Rússia.

Ao saber das informações divulgadas, a primeira reação do governo russo foi negativa. Ainda na semana passada, um dos assessores de Medvedev disse que “não valia a pena comentar” as revelações – uma delas chegou a mostrar que o presidente russo era visto pelos EUA como o “Robin” do premiê Vladimir Putin, chamado de “Batman”. Mas a informação de que a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) havia preparado um plano de reação caso a Rússia invadisse os países bálticos, alertou os russos.  

Segundo o “The Guardian”, o ministro de Relações Estrangeiras do país, Sergei Lavrov, cobrou explicações da OTAN sobre as afirmações, em segredo, de que a Rússia era um inimigo público, enquanto publicamente dizia que o país era um aliado estratégico.

“Com uma mão, a OTAN busca um acordo conosco, e com a outra, toma uma decisão que precisa se defender. Então, quando a OTAN é mais sincera?”, questionou Lavrov.

O embaixador russo na OTAN, o ultra-nacionalista Dmitry Rogozin, também defendeu Assange. Para Rogozin, a prisão de Assange mostra que “não existe imprensa livre no ocidente”.

Acusado pela Suécia de estupro e assédio sexual, Assange se entregou à polícia britânica na última terça-feira (7) para ser ouvido e continua preso.

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