Irã trata protestos no Egito como manifestações "islâmicas" e manifesta seu apoio

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

  • Marco Longari/AFP

Altas autoridades iranianas afirmaram neste final de semana o apoio do governo de Mahmoud Ahmadinejad aos milhares de manifestantes egípcios que pedem a saída de seu presidente, Hosni Mubarak, atribuindo aos protestos um caráter religioso islâmico.

“Chegou o momento de superar regimes fantoches autocráticos, por meio da confiança nos ensinamentos islâmicos”, afirmou o presidente do parlamento iraniano, Ali Larijani, na sessão deste domingo.

Larijani acrescentou que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, teria demonstrado reações divergentes sobre a questão. “Tal atitude indica que os países ocidentais, incluindo os EUA, não têm conhecimento sobre os países muçulmanos e estão muito atrás da tendência de desenvolvimento no Oriente Médio”, destacou o líder parlamentar.

As manifestações de autoridades iranianas ganharam peso logo após a “sexta-feira da ira” (28), quando Mubarak anunciou, após quatro dias de protestos, que trocaria seu gabinete, mas sem mencionar sua própria renúncia.

No dia seguinte, Ramim Mehmanparast, porta-voz da chancelaria do Irã, qualificou os protestos populares egípcios como “um movimento islâmico em busca de justiça”.

“As autoridades egípcias devem evitar qualquer tratamento violento contra o povo, ouvir a voz da nação muçulmana e atender suas demandas”, acrescentou.

A manifestação de apoio também veio do próprio chanceler, Ali Akbar Salehi. “O povo do Egito (...) está se preparando para determinar seu grande destino e alcançar o renascimento de sua influente posição”, afirmou.

“O que estão buscando as vigilantes nações da região, inspiradas pelos ensinamentos religiosos e pela sabedoria islâmica, é a liberdade da dominação dos poderes hegemônicos e a aquisição da real independência de seus países”, acrescentou. “Países que estiveram alijados de sua real identidade por longo tempo, apesar de suas civilizações antigas e de seus povos históricos, por obra de poderes estrangeiros aliados do regime sionista”.

Hoje, a agência de notícias “Merh” publicou um editorial pedindo a renúncia do presidente egípcio, sob o título: “Mubarak, já basta”.

“Quando um líder apenas mostra favorecimento a um círculo interno com suporte militar, isto é um governo tribal e não republicano”, escreve.

*Com informações das agências de notícias iranianas Isna, Fars e Mehr

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