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Consulado prepara retirada de brasileiros em área atingida por tsunami no Japão

Do UOL Notícias <br> Em São Paulo

15/03/2011 17h01

O Consulado brasileiro em Tóquio preparou duas viagens a cidades atingidas pelo terremoto e tsunami que assolaram o Japão na última sexta-feira (11). Um ônibus partiu rumo a Sendai nesta terça-feira (15), e outro tem previsão de partida para Ibaraki na quinta-feira (17). A missão deve auxiliar a retirada de brasileiros em uma das regiões mais afetadas pelo tsunami, no nordeste do país.

Cerca de 380 brasileiros vivem na área da usina, no norte do Japão, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores. A maioria já havia deixado a região. Foram disponibilizados dois ônibus com capacidade para 48 pessoas cada, o que seria "mais do que suficiente" para o resgate dos brasileiros, disse o Itamaraty, que não soube informar para onde eles seriam levados.

O consulado informa que está trabalhando em regime de plantão e que os brasileiros que necessitem algum tipo de assistência podem mandar e-mail para assistencia@consbrasil.org. Os casos de emergência são atendidos pelos telefones 03-5488-5665 (a partir do Brasil, ligação para 00-XX-81-3-5488-5665) e 090-6949-5328 (a partir do Brasil, ligação para 00-XX-81-90-6949-5328).

Radiação

Os níveis de radiação aumentaram nesta terça-feira (15) em várias cidades japonesas, inclusive Tóquio, enquanto a população prepara-se para se manter em suas casas estocando água engarrafada, mantimentos e máscaras de proteção.

O governo japonês informou que a crise da usina nuclear de Fukushima (nordeste do país) provocou escape de radiação que poderia afetar a saúde e recomendou aos moradores que vivem num raio de até 30 quilômetros de distância que fiquem em suas casas, desliguem os sistemas de ventilação e fechem as janelas.


A radiação em torno da usina aumentou desde sábado, quando uma falha no sistema de refrigeração forçou a liberação de vapor radioativo de forma controlada, mas os crescentes problemas nos reatores criam incertezas.

Na província de Ibaraki, ao lado de Fukushima, em um determinado momento a radiação era de 5 microsievert (msv) por hora, 100 vezes mais que o habitual. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), uma pessoa fica em média exposta à radiação de aproximadamente 2,4 msv por ano devido a fontes naturais.

Em Tóquio, a cerca de 270 quilômetros da usina, os níveis de radiação chegaram a 20 vezes mais que o habitual e foram detectadas pequenas quantidades de substâncias radioativas como césio, mas o governo garante que tais índices não implicam riscos imediatos para a saúde.

Reator possivelmente danificado


Segundo a agência AFP, Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) considerou hoje ser possível que o núcleo do reator 2 da usina nuclear de Fukushima n°1, no Japão, tenha sido levemente danificado.

O diretor da agência, Yukiya Amano, declarou durante entrevista em Viena, que havia "possibilidade de danos no núcleo" do reator 2 e que os prejuízos seriam relacionados, "segundo as estimativas, a menos de 5% do combustível".

Mais cedo, a AIEA havia anunciado que o cilindro de confinamento do mesmo reator talvez tenha sido "afetado" por uma explosão e que um incêndio havia ocorrido num tanque de estocagem de combustível usado, até ser controlado.

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