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Radiação não ameaça quem está a mais de 20 km da usina nuclear, diz governo japonês

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

16/03/2011 06h53

Áreas próximas da usina de Fukushima

  • O governo japonês pediu aos moradores de um raio de 20 a 30 quilômetros próximo da usina de Fukushima que permaneçam em casa e com as janelas fechadas. A medida serve como forma de proteção contra a radiação da usina nuclear de Fukushima, após acidente com os reatores

A radiação da usina nuclear de Fukushima não representa um perigo imediato à saúde para quem está além do raio de 20 km do local ,disse o porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, nesta quarta-feira (16).

O porta-voz do governo japonês disse em entrevista coletiva que o nível de radioatividade entre 20 e 30 quilômetros da central, área na qual foi pedido que os moradores permaneçam em casa e com as janelas fechadas, não tem efeito prejudicial direto.

Edano disse ainda que os responsáveis da usina continuam trabalhando "com todo o apoio dos setores relevantes" para tentar reduzir a temperatura dos reatores da central, onde nesta quarta-feira ocorreu um novo incêndio no edifício do reator 4 e foram vistas grandes colunas de fumaça procedentes do 3.

 

Segundo a rede de TV NHK, a forte radioatividade na central nuclear de Fukushima impediu nesta quarta-feira a aproximação de um helicóptero que tinha a missão de jogar água sobre o reator 4 para resfriar o combustível que ameaça entrar em fusão.

Moderação para estocar comida e combustível

Edano também pediu nesta quarta-feira (16) que a população das regiões a salvo do terremoto tenha moderação ao estocar comida e combustível, para garantir que haja quantidade suficiente nas áreas devastadas.

"O abastecimento de combustível piora nas zonas mais afetadas pelo terremoto, por isso colocamos todos os nossos esforços para assegurar a provisão nestes lugares", disse o porta-voz do governo, Yukio Edano, em entrevista coletiva.

Edano fez o apelo para que os cidadãos evitem o "pânico" em suas compras de combustível, dado que a prioridade é o fornecimento nas áreas do país mais afetadas pelo terremoto e o posterior tsunami.


O porta-voz do governo indicou que o Japão não enfrenta problemas de escassez de gasolina, já que vários países ofereceram suas reservas.

Com relação aos alimentos, o porta-voz do governo pediu calma com os estoques, depois que ficaram vazias as estantes de alguns supermercados.

Edano disse que os cidadãos não devem se preocupar com a falta de provisão de produtos de primeira necessidade, e o ministro da Agricultura, Michihiko Kano, afirmou que os depósitos governamentais liberarão suas reservas de arroz.

"Peço ao público que atue com calma e não acumule mais alimentos dos necessários pela urgente necessidade nas zonas devastadas", disse Kano.

As autoridades também pediram que a população continue a economizar energia, enquanto mais blecautes são esperados devido à crise na usina nuclear de Fukushima.

A Tokyo Electric Power acredita que precisarão ser mantidos até o fim de abril os cortes de luz em várias províncias, que por enquanto não afetarão o centro de Tóquio.

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