Terremoto no Japão

Segundo reator lança fumaça na usina nuclear de Fukushima

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

A Agência de Segurança Nuclear do Japão informou nesta segunda-feira (21) que foi vista fumaça também no reator 2 da usina nuclear de Fukushima, depois de ter sido detectada no reator 3 uma coluna de fumaça que já foi interrompida.

Segundo o organismo, a fumaça sai da parte posterior do edifício onde se encontra o reator 2, sem que por enquanto se tenha determinado sua origem.


Pouco antes, havia sido informado que uma fumaça cinza saía da unidade 3, uma das que causa mais preocupação aos especialistas e que forçou a evacuação dos trabalhadores dessa área, embora já tenha sido interrompida, segundo a agência de notícias "Kyodo".

Por enquanto não se determinou a causa da fumaça registrada nos dois reatores, cuja temperatura os trabalhadores da Tepco, a operadora da usina nuclear, tentam diminuir ao lado de militares e bombeiros.

Segundo a Agência para a Segurança Nuclear, se esperava que nesta segunda-feira chegasse eletricidade ao reator 2.

Uma vez restabelecida a provisão, se pretendia reativar seu sistema de ventilação e alguns aparatos, como os que medem a pressão e temperatura do reator.

O governo japonês disse hoje que a radiação em torno do reator 3 da central de Fukushima não aumentou, apesar da fumaça detectada nessa unidade, e proibiu a venda de leite e espinafre em quatro províncias próximas à usina.

O ministro porta-voz, Yukio Edano, explicou que está sendo investigada a origem da fumaça acinzentada vista às 15h55 do horário local (3h55 de Brasília) na unidade 3 e insistiu que as medições não mostram um aumento significativo da radiação desde essa hora.

Anteriormente, um porta-voz da empresa Tepco, operadora da central, havia assinalado que também não há mudanças na pressão do reator, embora por segurança tenha sido determinada a retirada dos trabalhadores nessa área da usina, enquanto se investiga a situação.

Enquanto se trabalha para controlar a situação na central de Fukushima, o governo proibiu a distribuição de leite e espinafre procedentes dessa província e de algumas regiões vizinhas após ser detectada contaminação por radiação.

As províncias afetadas pela restrição são, além de Fukushima, Gunma, Ibaraki e Tochigi, segundo Edano.

O período em que a proibição ficará em vigor dependerá do controle dos níveis de radiação: "Primeiro teremos que solucionar a situação na usina nuclear", disse.

O porta-voz do governo reiterou que o nível de contaminação detectado até agora em leite e espinafre não representa um risco imediato para a saúde, exceto se os alimentos forem consumidos por um período prolongado de tempo, e destacou que a proibição de sua venda é "uma medida de precaução".

Edano também disse que o Ministério de Agricultura aplicará medidas para evitar que os preços desses produtos disparem e serão estudadas compensações para os agricultores afetados.

As indenizações "dependerão do quanto durar a restrição de venda. Dado que a medida se deve ao acidente (em Fukushima), assumimos que a Tepco será a principal responsável", assinalou.

* Com as agências internacionais

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