Terremoto no Japão

Tremor é sentido na região da usina de Fukushima

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

Um tremor foi sentido na região onde está localizada a usina nuclear de Fukushima, no Japão, nesta quarta-feira (23). Não há informações sobre danos.

O sismo de hoje tinha magnitude preliminar de 4,7 pontos e profundidade de 10 quilômetros, informou a agência meteorológica do Japão.

 

Nesta quarta, os operários que trabalhavam no reator 3 da usina foram novamente evacuados da região devido a uma fumaça preta que começou a sair da unidade, uma das mais afetadas pelas recentes explosões.

Por volta das 16h30 da hora local (4h30 de Brasília), uma espessa fumaça preta foi vista saindo do danificado reator 3 da usina, sem que se conheça a sua origem, indicou a Tokyo Electric Power Company (Tepco), a operadora da central.

Esta é a segunda vez em dois dias em que é observada fumaça escura saindo do reator 3, o que indica, segundo os especialistas consultados pela cadeia "NHK", que não se trata de vapor d'água.

A unidade 3 é uma das mais perigosas, porque funciona com uma mistura de urânio e plutônio.

Na noite de terça-feira, os operários da central conseguiram restabelecer a eletricidade do painel de controle da unidade, o que permitiria iniciar algumas funções internas e medir a temperatura e a pressão da instalação.

Japão estima danos do terremoto em até US$310 bi

O governo do Japão estimou os danos diretos causados pelo devastador terremoto e tsunami que atingiram o país em 16 a 25 trilhões de ienes, tornando-o o mais custoso desastre natural do mundo.

O governo disse nesta quarta-feira que a estimativa cobre danos a estradas, casas, fábricas e infraestrutura, superando os 100 bilhões de dólares perdidos após o terremoto de Kobe, em 1995, que era o mais custoso até agora.

O número não inclui perdas na atividade econômica geradas por escassez de energia ou o impacto mais amplo da crise na usina nuclear de Fukushima, onde equipes de funcionários ainda trabalham para impedir mais vazamentos de radiação.

"O impacto das faltas de energia planejadas deve ser considerável", disse Fumihira Nishizaki, diretor de análise macroeconômica do governo, a jornalistas.

*Com agências internacionais

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