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Terremoto no Japão

Japão reconstrói em seis dias estrada destruída pelo terremoto

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

Uma estrada que foi destruída pelo terremoto do último dia 11 no Japão foi completamente reconstruída em apenas seis dias. O trabalho de reconstrução dos 150 metros da estrada destruída começou em 17 de março. Na noite de quarta-feira (23), a rodovia Grande Kato, em Naka, foi reaberta para o tráfego.

  • A combinação acima mostra estrada de Naka, na província de Ibaraki. A primeira foto foi feita em 11 de março, logo após o terremoto. Já a segunda (à dir.) mostra a estrada já reconstruída. [Arraste a barra no centro da imagem para a esquerda ou direita para ver a diferença entre as fotos]


O presidente do Banco do Japão, Masaaki Shirakawa, disse que a economia do país está em uma situação severa após o terremoto, sugerindo que o banco central pode fazer uma avaliação econômica pior na próxima revisão de política monetária.

O governo manteve a avaliação sobre a economia em relatório mensal divulgado na quarta-feira, mas estimou que os danos diretos do terremoto e do tsunami em cerca de US$ 310 bilhões, tornando-os o desastre natural mais caro da história.


Shirakawa não disse se o BC tomará mais medidas de estímulos na próxima reunião, em 6 e 7 de abril, mas sinalizou que os prejuízos à frágil economia serão severos.

"O BC compreende totalmente que a economia do Japão está em um estado severo. Nós esperamos cumprir nosso mandato com um senso de urgência", disse ele ao Parlamento nesta quinta-feira.

Na semana passada, o BC japonês afrouxou ainda mais a política monetária e sinalizou que está disposto a agir novamente depois de analisar dados sobre os danos do terremoto à ecomomia.

Água de Tóquio volta ao nível normal de radiação

O nível de iodo radioativo na água da torneira em Tóquio voltou hoje (24) a ficar abaixo do limite legal. A constatação é das autoridades japonesas, que advertiram que 23 bairros da capital estavam ameaçados, assim como cinco cidades da região metropolitana da capital. As autoridades informam que a taxa de iodo em Tóquio baixou de 79 becqueréis por quilograma na estação de tratamento de Kanamachi (no departamento de Katsushika).


O limite máximo de iodo estabelecido é 100 becqueréis por quilo para que os bebês não sofram riscos nem ameaças. Ontem (23), a concentração de iodo radioativo chegou a 210 becqueréis, levando as autoridades a desaconselhar que fosse dada às crianças água da torneira.

A prefeitura de Tóquio, com 13 milhões de habitantes, está localizada a 250 quilômetros a sudoeste da Usina Nuclear de Fukushima Daiichi - onde houve explosões e vazamentos nucleares após o terremoto seguido de tsunami no último dia 11.

Pelos dados oficiais, o número de mortes em decorrência da catástrofe chega a 9.700 pessoas, enquanto 16.501 estão desaparecidas.

Funcionários de Fukushima hospitalizados por radiação

Nesta quinta-feira (25), dois operários da usina nuclear de Fukushima foram hospitalizados por terem sido expostos à radiação excessiva enquanto trabalhavam para levar cabos elétricos ao reator número 3, informou a emissora de televisão "NHK".

Os dois funcionários, junto com um terceiro trabalhador que não precisou ser levado ao hospital, receberam radiação entre 170 e 180 milisievert, segundo a "NHK", que cita fontes da Agência de Segurança Nuclear do Japão.

Os feridos eram terceirizados da Tokyo Electric Power Company (Tepco), a empresa operadora da central, e trabalhavam para estender o cabo elétrico ao edifício de turbinas que se encontra em frente ao reator 3.

Os dois foram levados ao hospital da cidade de Fukushima, e de lá devem ser transferidos para um instituto especial de radioatividade na cidade de Chiba, no leste do Japão.

No reator 3, que na quarta-feira foi temporariamente evacuado depois que uma fumaça escura foi observada saindo da unidade, foi retomado hoje o lançamento de água para resfriar sua piscina de combustível.

Em seis horas, as equipes militares e de bombeiros injetaram entre quatro e cinco toneladas de água na piscina, segundo a Agência de Segurança Nuclear.

O reator 3, que desde a terça-feira voltou a ter luz na sala de controle, é o único dos seis da central que usa como combustível uma mistura de urânio e plutônio (MOX).

Os operários da Tepco também lutam para controlar a situação nos reatores 1, 2 e 4, embora este último estivesse em manutenção no momento do terremoto do dia 11.

* Com informações das agências internacionais

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