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França diz ter localizado "grande parte" do avião da Air France

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

04/04/2011 06h07

Os investigadores que rastreiam os restos do avião da Air France acidentado em 2009 localizaram "uma grande parte" do aparelho, que cobria a rota Rio de Janeiro-Paris, anunciou nesta segunda-feira a ministra de Transportes francesa, Nathalie Kosciusko-Morizet.

Em declarações à rádio "France Inter", a ministra disse que se trata de "uma parte importante do avião, em uma peça", no dia seguinte que as autoridades francesas anunciaram a descoberta de novos restos.

A ministra acrescentou que com este novo achado se espera "localizar rapidamente as caixas-pretas" do avião. Os 228 ocupantes desapareceram no acidente.

O Escritório de Investigação e Análise (BEA), que comanda a busca, anunciou no domingo a descoberta dos novos restos e que ao longo das operações de rastreamento realizadas durante o fim de semana a equipe do navio Alucia pôde encontrar "elementos do avião".

Segundo a nota da BEA, os restos foram identificados pelos investigadores como pertencentes ao avião A330-203, que fazia o voo AF447.

Esta fase de busca, iniciada em novembro do ano passado, era a quarta realizada e respondia ao desejo dos familiares das vítimas, que consideram que o achado dos restos é imprescindível para conhecer as causas do acidente.

Segundo os familiares, as três operações anteriores não foram feitas com o rigor necessário e terminaram sem sucesso ao não achar as caixas-pretas, que os investigadores esperam encontrar entre o material descoberto desta vez.

Entenda o caso
O voo AF 447 desapareceu em 31 de maio de 2009 após decolar do Rio de Janeiro rumo a Paris, com 228 pessoas a bordo. Uma busca inicial encontrou 50 corpos e centenas de peças do avião, incluindo sua traseira.

As três fases de busca já feitas até agora permitiram vasculhar cerca de 7 mil quilômetros quadrados, declarou Jean-Paul Troadec, diretor do Escritório de Análises e Investigações (BEA, na sigla em francês), que investiga o acidente.

Em 18 de fevereiro, teve início uma nova fase de buscas pelos destroços do avião, prevista para durar até julho. A Air France e a Airbus devem financiar os trabalhos, que vão custar US$ 12,5 milhões (R$ 20,8 milhões).

A nova área delimitada para as buscas do Airbus A330-200 é mais vasta do que a da fase anterior, que havia sido de 2 mil quilômetros quadrados e posteriormente estendida a 6 mil quilômetros quadrados.

Nas novas buscas, estão sendo utilizados três robôs submarinos Remus e um navio, o Alucia. Familiares das vítimas têm exigido que as buscas continuem para permitir o esclarecimento das causas do acidente.

O governo francês anunciou que, caso a fuselagem fosse localizada, financiaria uma operação para a retirada dos destroços. O governo espera encontrar nos destroços as caixas-pretas do avião, consideradas fundamentais para desvendar as causas da catástrofe.

*Com informações de agências internacionais

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