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"Justiça foi feita", diz Hillary Clinton sobre morte de Bin Laden

Do UOL Notícias

Em São Paulo

02/05/2011 10h50Atualizada em 02/05/2011 15h05

Reação à morte de Osama bin Laden
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A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta segunda-feira (2) que a "justiça foi feita" ao comentar a morte de Osama bin Laden. Homem mais procurado do mundo, o líder da rede terrorista Al Qaeda foi morto em uma operação em uma mansão nos arredores de Islamabad, capital do Paquistão, país vizinho ao Afeganistão.

A morte de Bin Laden foi anunciada na noite deste domingo (1º) em rede nacional de TV pelo presidente americano, Barack Obama.

"Meus pensamentos e orações aos familiares das vítimas dos ataques, pessoas inocentes, a maioria delas muçulmanos, alvos de Bin Laden em mesquitas, estações de metrô e aviões. Esses não foram ataques apenas contra a América, mas contra o mundo", disse Clinton ao iniciar seu pronunciamento, relembrando os atentados de Bali, em 2002, Madri, em 2004, e Londres, em 2005.

"Bin Laden mostrou não ter respeito pela vida humana. Sei que nada pode amenizar a perda dos familiares, mas espero que as famílias possam se sentir aliviadas com o sentimento de que a justiça foi feita", declarou a ex-senadora.

Hillary reforçou que os aliados e parceiros dos Estados Unidos foram fundamentais para encontrar Osama bin Laden. Ela agradeceu, em especial, a cooperação do governo do Paquistão com a qual os EUA colocou "uma pressão sem precedentes sobre a Al Qaeda e seus integrantes".

"A batalha contra a Al Qaeda não termina com a morte de Bin Laden. Vamos redobrar nossos esforços. (...) A história vai lembrar que a morte de Bin Laden veio em um momento importante, onde pessoas na África e no mundo árabe estão lutando por sua liberdade e pelos seus direitos", disse a secretária em referência às revoltas populares nos países do mundo árabe, onde a população está nas ruas pedindo a saída dos antigos governantes.

A secretária ainda pediu que os talebans deixem a Al Qaeda e desistam da guerra. "Nossa mensagem aos talebans continua sendo a mesma. Não esperem que saiamos, não poderão nos vencer, mas podem optar por abandonar a Al Qaeda e participar de um processo político pacífico", disse a chefe da diplomacia americana.

"Sei que muitos duvidavam de que este dia chegaria. Quem questionou nossas decisões e nosso alvo. Mas deixe-me lembrar vocês: esta é a América. Nós alcançamos o desafio, fazemos o trabalho", disse Clinton.

EUA vai redobrar vigilância temendo represálias

As forças de segurança e os serviços de inteligência dos Estados Unidos vão redobrar sua vigilância devido às possibilidades de represálias de grupos ligados à Al Qaeda à morte do líder da rede terrorista, Osama bin Laden.

“Ainda que Bin Laden esteja morto, a Al Qaeda não está”, disse o diretor da CIA, Leon Panetta, em um comunicado distribuído aos integrantes da agência.

“Com toda a certeza, terroristas vão tentar vingar sua morte e temos que permanecer vigilantes e em alerta. (...) O supostamente intocável foi capturado e morto. Não descansaremos enquanto cada um deles não seja levado à Justiça”, diz o comunicado.

Nesta segunda-feira, os talebans paquistaneses, aliados da rede terrorista Al Qaeda, já prometeram vingar a morte de Bin Laden.

"Não podemos confirmar o martírio de Osama bin Laden, quando nossas próprias fontes confirmarem estaremos em condições de afirmar outra coisa", disse o porta-voz do Movimento dos Talebans do Paquistão (TTP), Ehsanullah Ehsan, em uma entrevista por telefone à AFP.

"Se conheceu o martírio, vingaremos sua morte e lançaremos ataques contra os governos americano e paquistanês, assim como contra as forças de segurança, inimigos do islã", disse Ehsan.

O TTP prometeu lealdade à Al Qaeda em 2007 e no mesmo ano declarou a jihad (guerra santa) no Paquistão, cujo governo foi acusado de apoiar os Estados Unidos na luta contra o terrorismo.

 

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